Muito a comemorar no Acre
Em 18 de julho último, os engenheiros que atuam no Estado elegeram a diretoria do Senge-AC para a gestão 2012-2014, a qual terá à frente, pelo terceiro mandato consecutivo, Sebastião Fonseca (veja relação de nomes abaixo). A data marca a fundação do sindicato, no ano de 1990. Em 2011, no mesmo dia, além de celebrar o aniversário da entidade e sua vitória nas urnas, o presidente apontava ao Engenheiro outros motivos para comemorar. “Hoje, temos um piso e um teto à categoria no Acre. E mais de 50 convênios à disposição dos nossos associados, incluindo o plano de saúde da Unimed, por intermédio da FNE.”
As conquistas se deram na renovação do Senge, a partir de 2006, processo em que a FNE, como conta Fonseca, teve papel determinante. “Foi graças ao trabalho feito no sindicato e ao apoio da federação e de seu presidente, Murilo (Celso de Campos Pinheiro). Todo sucesso que tivemos só foi possível por sua visão e respaldo para tornar realidade o que se pensava no Estado e garantir nossa representatividade”, enaltece.
Após praticamente 14 anos de inatividade, Fonseca assumiu há cinco anos seu primeiro mandato, disposto a arregaçar as mangas. “O sindicato funcionava numa sala do Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e tinha zero sócios. A FNE doou um computador, e começamos a trabalhar politicamente.”
Assim, em março daquele ano, a entidade realizou o seminário “Rio Branco + 10”, com o objetivo de discutir o plano diretor da cidade. Além disso, iniciou gestões em favor de lei municipal específica, que seria decisiva para assegurar aos engenheiros servidores locais o piso conforme a Lei Federal nº 4.950-A/66, equivalente a nove salários mínimos. Ação que garantiu sua aprovação em dezembro e a sanção pelo então prefeito Raimundo Angelim em 8 de janeiro de 2007. Desse modo, os representados do Senge em Rio Branco passaram a receber 100% de gratificação de atividade e 50% de adicional de produtividade sobre o valor do salário base. “Com isso, ganhamos credibilidade e vieram os sócios, o que permitiu alugarmos uma sede. Hoje são 306 filiados, quase 10% do total de profissionais no Acre”, relata Fonseca.
O passo seguinte foi ampliar a conquista à categoria em todo o Estado. Como resultado, foi aprovada em agosto de 2008 a Lei Cartaxo, assim intitulada em homenagem ao deputado Francisco Cartaxo – primeiro presidente eleito do Senge e um dos seus sócios fundadores –, que faleceu no mesmo ano e havia impulsionado essa conquista. Tal norma instituiu um plano de carreira e remuneração para os profissionais de nível superior da área tecnológica, com a Gratificação de Atividade em Engenharia. De uma média de R$ 1.700,00, os engenheiros passaram a receber o correspondente ao piso. “A iniciativa foi um divisor de águas na localidade. Hoje, ninguém ganha menos do que isso no Acre.” E todo mundo se aposenta com essa gratificação incorporada ao vencimento. O ganho em representatividade do Senge, como consequência, tem-lhe possibilitado fortalecer as pautas nas negociações com o governo. “Entendemos que precisamos consolidar o avanço que tivemos. Queremos dobrar o valor da gratificação agora, na revisão da lei”, ressalta Fonseca.
Outras vitórias e planos
Ainda como resultado de gestão política do sindicato, junto ao poder público de Rio Branco, foi aprovada em 2010 a lei da engenharia pública. Em consonância com a Lei Federal 11.888/08, que dispõe sobre a assistência técnica gratuita à população de baixa renda, a iniciativa vai ao encontro do papel social dos profissionais da categoria e tem grande importância para garantir a construção de habitações com qualidade.
O presidente da entidade conclui: “As ações desenvolvidas desde o ressurgimento do Senge muito contribuíram para transformar a visão dos profissionais e da sociedade para com o nosso sindicato, sendo ainda a sinalização de que os governantes passaram a valorizar os engenheiros, reconhecendo sua importância para o desenvolvimento sustentável do Acre.”
Com essa ótica, planeja ir além. “Queremos que o Estado participe na capacitação profissional, auxiliando com bolsa de pelo menos 50% para custear os cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado. Queremos ainda consolidar benefícios ao engenheiro da iniciativa privada, que vem se fortalecendo.” Para dar conta dos desafios, em seu terceiro mandato, Fonseca quer também deixar como legado sede própria do sindicato. (Soraya Misleh)
GESTÃO 2012-2014
Diretoria executiva
Presidente
Sebastião Aguiar da Fonseca Dias
Vice-presidente
João de Deusa Oliveira de Azevedo
Diretor administrativo
Julio Roberto Uszacki Junior
Diretor operacional
Manoel Xavier da Silveira Neto
Diretor financeiro
José Martins Veras Neto
Diretor de planejamento
Marcos Aurélio Ribeiro
Conselho Fiscal
Titulares
Roger Daniel Recco, Pedro Arruda Campos, Keilly da Silva Nogueira Araújo
Suplentes
Maria Dalzenira Silva de França, Aldenizia Santos Santana, Maria Ida Flores Roca
Representantes junto à FNE
Sebastião Aguiar da Fonseca Dias, João de Deus Oliveira de Azevedo, Julio César Pinho Matos










