FNE - Federação Nacional dos Engenheiros

FNE / Jornal / Edição 122 - Julho/2012 / FNE representará engenheiros dos Correios

Eventos

XIII Conferência Anpei
3 Jun - 5 Jun

Reunião Anual da SBPC
21 Jul - 26 Jul

POF2013
11 Set - 13 Set


Enquete



FNE representará engenheiros dos Correios

Os cerca de 600 profissionais da área que trabalham para a empresa no País, de um total de 113 mil funcionários, agora poderão ver suas demandas específicas atendidas. Isso porque passarão a ser representados nacionalmente pela FNE, enquanto trabalhadores de categoria diferenciada. Em assembleias gerais extraordinárias realizadas no dia 28 de junho, em nove estados brasileiros em que a federação conta com sindicatos filiados, os engenheiros avalizaram a decisão. Aprovaram, assim, a pauta de reivindicações que seria enviada na sequên­cia aos Correios visando o início das negociações ainda no mês de julho – a data-base é 1º de agosto. Vice-presidente do Senge-DF, Mário César Faustino Honório, destaca a enorme expectativa com a primeira campanha salarial tendo à mesa a FNE. “Foi uma luta de três anos buscando essa representatividade. Agora, vamos trabalhar item por item da pauta de reivindicações.”

Membro da Comissão de Negociação dos Engenheiros, Marcos Antônio Alves da Silva reitera a importância de se firmar um acordo coletivo de trabalho com cláusulas pertinentes à área de engenharia. Na pauta, conforme ele, entre os destaques, a luta pelo enquadramento salarial, com melhoria nos valores pagos. E ainda, pela progressão profissional, “que hoje não está bem estabelecida. O engenheiro entra como júnior e às vezes passa 15, 19 anos assim”. O reenquadramento na carreira é ponto de pauta, assim como a inclusão de gratificação por titulação, como enumera Silva. Atualmente, não há mudanças nos vencimentos se o profissional tiver mestrado, doutorado, especialização. Engenheiro eletricista dos Correios em Brasília, na sua opinião, rever isso é importante como estímulo à educação continuada, que beneficiará também a companhia, já que terá trabalhadores mais capacitados. Os itens específicos abrangem ainda a obrigatoriedade de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) pela empresa e o pagamento do piso conforme a Lei 4.950-A/66 (correspondente a nove salários mínimos vigentes no País por jornada diária de oito horas).

Otimismo

Presente à assembleia realizada na Capital paulista, o engenheiro civil Ronaldo Pereira salientou que até então a categoria não se sentia representada pela federação dos trabalhadores dos Correios. “Um dos problemas é quanto à PLR (participação nos lucros e resultados). O engenheiro ganha o mesmo que um carteiro.” A reivindicação é pela distribuição proporcional, o que já ocorre em outras empresas em que sindicatos dos engenheiros representam esses profissionais. Ele destacou ainda a perspectiva de que agora seja revisto e atualizado o PCCS (plano de carreira, cargos e salários). Como o engenheiro normalmente entra com salário mais alto do que outros trabalhadores e o plano não o diferencia, este acaba por ficar defasado ao longo dos anos. “Hoje, o salário do júnior é igual ao do pleno”, conta Pereira. O que muda são complementações, não incorporadas ao vencimento. Os profissionais também destacam a importância de que seja definida no acordo cláusula relativa à reciclagem tecnológica, já conquistada pelos sindicatos da categoria em outras companhias.

Na assembleia, o clima era de otimismo. Um dos presentes informou que a maioria se envolveu no processo, com 80% dos trabalhadores da categoria em todo o País tendo se manifestado favoráveis à representação pela FNE. “O principal ganho é que vamos poder reivindicar direitos específicos”, afirma outro engenheiro dos Correios.

Algumas reivindicações dos engenheiros

- 8% de reajuste linear a partir
da data-base;

- vale-refeição ou vale-alimentação no valor de R$ 29,00 por dia;

- vale-cesta de R$ 162,00;

- reenquadramento na carreira;

- progressão funcional automática para a faixa de classificação seguinte (de júnior para pleno, de pleno para sênior e de sênior para master), após cinco anos de exercício profissional em cada uma. A partir da assinatura do acordo, um engenheiro júnior que tenha 11 anos de empresa passará a sênior automaticamente, por exemplo;

- pelo menos dois cursos por semestre para treinamento/reciclagem profissional;

- gratificação por titulação não cumulativa e limitada a uma por título, de acordo com a seguinte regra: de 8% para especialização (carga horária mínima de 360h); 10% para mestrado; e 12% para doutorado;

- negociação quanto à distribuição da PLR. (Soraya Misleh)

Envie a um amigo