Modernização e fortalecimento
Esses são os principais pontos do programa de trabalho da atual diretoria da FNE, à frente da entidade desde o dia 15 de março. Para atingi-los, a agenda inclui a “democracia digital”, ou seja, a informatização dos sindicatos que ainda não contam com esse recurso ou não o fazem de maneira satisfatória. As entidades ligadas à federação passarão a contar também com iniciativas para incrementar a sua receita e, conseqüentemente, suas possibilidades de ação. O caminho será a implementação de benefícios à categoria, o que deve ampliar o quadro de associados em cada estado, e outras campanhas também com o objetivo de atrair o profissional para o seu sindicato.
Há ainda a proposta de dinamização e diversificação da ação sindical, propiciando maior envolvimento da categoria e inserção social da FNE mais relevante. Nesse sentido, a idéia é a aproximação, de maneira independente, entre a federação e os poderes públicos, buscando sua maior participação na discussão dos grandes temas nacionais, especialmente daqueles ligados à infra-estrutura, ciência e tecnologia.
A equipe que hoje comanda a FNE foi empossada num evento que reuniu cerca de 550 convidados, no Club Homs, em São Paulo. À frente do grupo, cujo mandato vai até 2007, está Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo). Ele assumiu o cargo ressaltando o desafio que representa a função. “É com muito orgulho e grande felicidade que hoje me dirijo a vocês como presidente da Federação Nacional dos Engenheiros. Os desafios que nos esperam são grandes, mas não nos intimidam. Juntos, poderemos contribuir para escrever mais um capítulo vencedor da história da nossa federação.”
Prestígio
Concorrida, a solenidade contou com a presença de uma extensa lista de autoridades, incluindo parlamentares, secretários de Estado, prefeitos do Interior paulista, representantes de conselhos profissionais, do movimento sindical e da universidade. Falando em nome do Congresso Nacional, o senador Romeu Tuma lembrou as dificuldades vividas pelo País atualmente e a importante participação dos engenheiros na discussão dos temas nacionais. “Ao longo do meu mandato, venho contando com a colaboração do SEESP na análise dos projetos e sei que isso se estenderá agora à FNE.” Também defendeu a participação de entidades no debate para um novo modelo de desenvolvimento o presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Sidney Beraldo. “Um evento como esse, de posse de uma diretoria eleita, é importante porque fortalece a democracia. Mas isso só não basta, precisamos de inclusão e distribuição de renda.”
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin encerrou a cerimônia, destacando a importância da categoria. “A engenharia tem a mesma raiz latina de gerar. São esses artífices da criação que garantem a modernização do Estado brasileiro e a ampliação da nossa infra-estrutura.”
A equipe em campo
A diretoria da FNE, empossada em 15 de março, foi eleita em 29 de novembro durante o 5º Conse (Congresso da Federação Nacional dos Engenheiros), com 98% dos votos. Fica à frente da entidade no triênio 2004-2007 a seguinte equipe: Murilo Celso de Campos Pinheiro (presidente), José Luiz Lins dos Santos (vice-presidente), Fermin Luis Perez Camison (tesoureiro), José de Miranda Ramos Filho (secretário), Augusto César de Freitas Ramos, Luis Borges Carneiro e Flávio José A. de Oliveira Brízida (diretores adjuntos), Antônio Noé Carvalho Farias, Luis Alexandre Silva Farias, José de Mauro Filho, Clarisse M. A. Soragge, Carlos Bastos Abrahan (diretores de região), Sebastião Djalma Gomes, Luiz Benedito de Lima Neto e Antônio Florentino de Souza Filho (conselheiros fiscais efetivos), Artur Chinzarian e Luiz Fernando de Paula Machado (suplentes) e Jorge Luiz Gomes e Wanderlino Teixeira de Carvalho (delegados junto à confederação).



