Boas perspectivas para 2008
Manuel Vieira
Ao longo de 2007, a FNE propiciou aos sindicatos filiados e à categoria dos engenheiros uma visibilidade que há tempos não conseguíamos. O principal fator para essa positiva exposição foram os vários seminários do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, em que tivemos a oportunidade de pensar e apresentar soluções técnicas para o País, encaminhando o manifesto resultante dos encontros a todos os candidatos à Presidência da República e governos estaduais, soluções que foram bem aproveitadas pelo atual Governo Federal, que as adotou no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O País vive uma fase de desenvolvimento, permitindo que a profissão de engenheiro experimente uma discreta valorização, insuficiente para compensar tantos anos de estagnação, mas já sentida. Ainda há muito por fazer, pois a infra-estrutura do País ressente-se da falta de investimentos, elevando o chamado custo-Brasil, que é prejudicado pelo gargalo verificado em setores essenciais como transportes, portos, energia, habitação, saneamento, saúde e segurança, aliado à alta carga de impostos.
Na questão de remuneração da categoria, temos cenários bastante diversos. Ficamos felizes em ouvir, em recente assembléia da FNE, o presidente do Senge-AM comunicar que conseguiu sucesso na negociação administrativa com as diretorias da Ceam (Centrais Elétricas do Amazonas) e da Manaus Energia, visando reconhecer o direito dos engenheiros estabelecido na Lei 4.950-A/66. Antes, já tivemos as esperanças renovadas com procedimentos semelhantes em Alagoas e no Acre. Entretanto, no Pará, verificamos situações constrangedoras, com o salário de engenheiros que trabalham para o Governo e prefeituras não alcançando R$ 450,00. O Senge-PA está trabalhando politicamente e também na esfera judicial para corrigir essa deformação e há notícias de que a Governadora, que é arquiteta, ordenou estudos para adequar os salários dos técnicos.
A luta também continua em defesa dos 54 empregados da Celpa (Centrais Elétricas do Pará), que, após ter de readmiti-los por decisão da Justiça, comunicou novamente a dispensa em 7 de dezembro último, apenas uma semana depois de pagar as indenizações homologadas no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) relativas ao acordo coletivo.
Exatamente por ser preciso estar atento, alerta e solidário, vimos buscando parcerias com outros sindicatos e os Creas (Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), sob a orientação central da FNE, que tem proporcionado situações de convivência e troca de experiências entre os Senges, fazendo com que ampliemos nossos horizontes e nossas preocupações.
Por termos o sagrado exemplo da renovação da vida, através de Cristo, por vivermos para fazer o futuro sem esquecer os ensinamentos do passado, é que mantemos a certeza de dias melhores.



