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FNE / Jornal / Edição 77 – Out/08 / Egoísmo versus sindicalismo

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Egoísmo versus sindicalismo

Marcílio Vital de Paula

O egoísmo é a filosofia do eu, da individualidade. Guiado por ele o ser humano pensa e age sempre em função de si próprio. Olha tudo em seu redor como se o mundo girasse em torno somente de si; quando utiliza o coletivismo, será apenas em benefício próprio. O egoísmo é o antônimo do cristianismo e, talvez, de outras religiões. O sindicalismo também é uma filosofia, mas regulamentada por leis dos homens, voltado, pelo somatório de seus adeptos, a servir ao indivíduo e ao grupo, quando assim estão necessitados ou então em situações vislumbradas por suas assembléias gerais indicadas por sua diretoria e/ou conselheiros consultivos. Essas entidades são, portanto, decorrentes das legislações e do desejo daqueles que as formam. Para que o sindicato possa desenvolver suas atividades operacionais e sociais, deverá ter uma organização na qual apresente: diretoria, conselho fiscal – ambos atuando –, contabilidade “em dia”, certidões negativas (INSS, FGTS, receitas federal, estadual e municipal, dívida com a União e tantas outras, conforme exigências das legislações). Um sindicato sério é uma ferramenta da boa vontade, na qual não se dá o peixe, mas se ensina a pescar. Há quem questione o espírito altruísta de seus militantes. No entanto, a estabilidade temporária dos dirigentes do movimento e de seus delegados devidamente eleitos, constante na Constituição Federal e na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), é apenas um meio para que esses possam bem servir a sua causa, sem o medo de perder o emprego, e resistir ao assédio moral que freqüentemente sofrem nas empresas. Para que seja forte e atuante, o sindicato necessita da mobilização da categoria na reuniões, assembléias e atividades em geral. Importante também que participe ativamente de sua federação, apóie sua confederação e tenha vinculação com sua central, levando-se em conta o “fluxo hierárquico do sistema sindical”: primeiro, central; segundo, confederação; terceiro, federação; quarto, sindicato; e quinto, associado. No “fluxo social”, temos a pirâmide invertida, com os associados em primeiro plano. Esse envolvimento é fundamental também para se evitar os eventuais desvios que tanto se critica. Companheiros, estamos unidos, e a união faz a força. Marcílio Vital de Paula é presidente do Senge Amazonas e diretor regional Norte da FNE

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