FNE - Federação Nacional dos Engenheiros

FNE / Notícias / Destaques / Inovação, tecnologia e sustentabilidade para o desenvolvimento

Eventos


Enquete



Inovação, tecnologia e sustentabilidade para o desenvolvimento

12 de novembro de 2012

Primeira plenária técnica com o tema "Inovação, tecnologia e sustentabilidade para o desenvolvimento" reuniu especialistas da Unitau

Em sua sexta edição, o EcoSP (Encontro Ambiental de São Paulo) reuniu em sua primeira plenária técnica, na tarde desta segunda-feira (12), especialistas da Unitau (Universidade de Taubaté) para abordar o tema "Inovação, tecnologia e sustentabilidade para o desenvolvimento". A vinculação desses aspectos é premente à busca de soluções globais ao desenvolvimento, na opinião do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Taubaté, professor Eduardo Hidenori Enari. Segundo ele, as empresas nacionais necessitam avançar na inovação, a qual deve ser sustentável e gerar vantagens competitivas. Esse, afirmou, precisa ser "um processo sistêmico e contínuo". O palestrante enfatizou que, para tanto, tem que haver "conhecimento, iniciativa, trabalho concentrado e intencional". Nesse contexto, Enari indicou os benefícios do relacionamento universidade-empresa – propugnado no projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", lançado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) em 2006 e atualizado em 2009. Entre eles, a geração de ferramentas de inovação, oportunidades de financiamento e o intercâmbio de conhecimentos.

Já o professor Paulo César Ribeiro Quintairos falou sobre a importância da governança de tecnologia de informação à sustentabilidade. Conforme ele, é preciso gerenciar questões que afetam o meio ambiente relacionadas a TI. A essas, estariam vinculadas, de acordo com sua preleção, 2,5% das emissões globais de carbono e mais de 20% do dispêndio de energia em escritórios. "A pegada ecológica deve triplicar nos próximos anos." Outro problema apresentado por Quintairos diz respeito à geração de lixo eletrônico. Na sua concepção, as soluções passam por obter inovação. Assim, é possível obter "hardware mais eficiente quanto ao consumo de energia, formas alternativas de refrigeração da máquina, software para controle do uso dos recursos, virtualização de servidores", entre outras aplicações inteligentes. Quintairos observou ser ainda necessário ter projetos de reutilização dos equipamentos de TI, os quais podem ser aproveitados para inclusão digital.

Aplicações e avanços da nanotecnologia foram objeto da explanação feita pelo professor Evandro Luís Nohara. Traçando histórico da evolução do tema no mundo, desde o século IV até os dias atuais, ele ressaltou a importância da inovação, mas também a premência por pesquisas aprofundadas para se analisar os benefícios e impactos do uso da nanotecnologia sobretudo à saúde e ao meio ambiente. "A nanotecnologia está entrando na área de alimentos e agricultura e alguns elementos como prata, zinco têm potencial de risco. É preciso realizar mais estudos e investimentos. O Brasil, informou, não tem expressão internacional na área. Suas inversões em 2007 foram de US$ 40 milhões. "Para alcançar 1% do mercado global, precisaria chegar a US$ 400 milhões por ano."

As tecnologias e seu gerenciamento podem auxiliar a se alcançar padrão de desenvolvimento sustentável, o que é urgente, como reiterou o professor Paulo Fortes Neto. "Se continuarmos com esse modelo, como vamos alimentar 1 bilhão de pessoas que ainda passam fome? Mais de 800 milhões vivem em favelas no mundo, uma em cada cinco não têm eletricidade, mais de 5 mil crianças morrem por falta de água ou saneamento básico. Nâo temos mais tempo para continuar a produzir da forma como estávamos." A mesa foi coordenada por Edson Aparecida de Araújo Querido Oliveira, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Unitau.

Fonte: Imprensa SEESP