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Uma pequena nota na Folha de hoje, segunda-feira, informa que quatro das centrais sindicais reconhecidas (FS, UGT, CSB e Nova Central) irão, amanhã (26), ser recebidas pelo vice-presidente e “cobrarão menos juros e mais empregos”.

Esta visita, articulada pelo presidente do Solidariedade, que é também presidente da Força Sindical, tem como um dos objetivos apresentar a Temer a pauta do movimento sindical que será uma atualização do último documento unitário firmado pela cúpula do movimento: o Compromisso pelo Desenvolvimento.

É óbvio que, em se tratando de uma visita ao vice-presidente, nem todas as centrais aceitariam fazê-lo na atual conjuntura de transição: a CUT, a CTB e as centrais de esquerda (ainda que não reconhecidas) interpretam tal visita como adesão pura e simples e como busca de cargos. O risco de divisão é iminente.

Mas, assim como está acontecendo no mundo dos partidos políticos, principalmente no PSDB e no PSB, a aproximação com Temer não deve significar para o movimento sindical o abandono de sua pauta unitária em nome da adesão ao eventual governo transitório e de benesses ilusórias.

Algumas centrais aceitam a aproximação, outras não. Mas o que todas têm em comum e que evita a divisão é a forte resistência à quebra de direitos sindicais e trabalhistas defendida abertamente por grandes apoiadores de Temer.

Isso ficou bem claro no Compromisso para Transformar o Brasil, na nota dos metalúrgicos de São Paulo e da CNTM e no próprio manifesto dos apoiadores sindicais de Temer que foi publicado.

Ficou bem claro também na página inteira divulgada pela UGT nos grandes jornais paulistas no domingo.

O que eu defendo: apesar das tensões atuais e das divisões partidárias e ideológicas, o movimento sindical deve fazer um esforço consequente e estratégico para manter sua pauta sindical unificada capaz de garantir a assinatura, não só das quatro centrais visitantes, mas das duas reconhecidas que não irão e até mesmo daquelas ainda não reconhecidas.

Um documento unitário de tal porte (apesar das análises, orientações, pretensões e posicionamentos distintos) terá certamente mais impulso positivo na luta pela retomada do desenvolvimento e em defesa dos direitos que o aguerrimento dividido, seja de um lado, seja do outro. 

 

 

João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical da CNTU e FNE.

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