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Cresce Brasil

Aos trabalhadores e às trabalhadoras e a toda direção sindical interessa, e muito, que as manifestações do próximo dia 16 sejam um sucesso.

Elas foram convocadas pela Assembleia dos Trabalhadores por Emprego e Garantia dos Direitos que reuniu, em 26 de julho, a Força Sindical, a CUT, a UGT, a Nova Central, a CTB, a CSB, a CSP-Conlutas e a CGTB.

A plenária aprovou um documento unitário com propostas pró-crescimento econômico e reafirmou a pauta de resistência do movimento sindical contra os ataques aos direitos trabalhistas, sindicais e previdenciários.

A jornada do dia 16, diversificada em suas manifestações, é unitária em torno dessas posições afirmadas solenemente pelas cúpulas dirigentes que não descartam, caso se materialize e se aprofunde a agressão aos direitos, a greve geral, que deve contar para seu sucesso com o apoio e a participação amplos dos movimentos que fizeram as jornadas de 2013.

Até mesmo aqueles dirigentes que apoiam o governo interino têm interesse no sucesso das manifestações do dia 16, porque de sua força decorrerá uma melhor posição nas negociações que pretendem realizar. Isso faz com que não haja lugar para corpo mole ou desleixo na organização da luta.

Na grave crise econômica que assola o Brasil, o mundo do trabalho (na expressão de André Singer), que sofre demissões em massa e arrocho salarial, tem emitido sinais contraditórios. De um lado já aconteceram 246 acordos para redução da jornada com a redução do salário (a fonte é patronal) e até mesmo o açulamento, com a chantagem de demissões, dos trabalhadores de uma empresa em Franca contra o Sindicato que resistia a isso. Por outro lado, os metalúrgicos de São Paulo realizaram a sua primeira assembleia da campanha salarial, com a presença maciça dos trabalhadores cuja afluência fez com que ela fosse deslocada para a rua Galvão Bueno, em frente ao sindicato; os dirigentes metalúrgicos afirmam que foi a maior assembleia da categoria desde 1991.

A jornada do dia 16, estimulada também por mobilizações como esta, enfrentará as dificuldades porque passam os trabalhadores criando alternativas.

 

 

  João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical da FNE.

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