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Engenheiro traz em matéria de capa nesta edição o relato de tragédia que causou mortes e destruição de proporções avassaladoras. Cerca de três anos após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana, o mesmo grupo econômico, a Vale S.A, protagoniza acidente do mesmo tipo, com consequências piores. Ainda sem conclusões quanto às causas do acidente, já se sabe que tudo poderia ter sido evitado caso houvesse auditoria rigorosa e a boa engenharia tivesse sido utilizada.

Também nesta edição duas questões que podem se tornar desastres de cunho social. Uma é o fim do Ministério do Trabalho, já consolidado, com a distribuição das tarefas da pasta eliminada por quatro outras. A segunda, apenas em debate, diz respeito à extinção da Justiça do Trabalho, órgão que tem função de mediar e julgar contendas jurídicas entre patrões e empregados.

Em entrevista, o engenheiro e figura lendária no movimento do software livre Jon “Maddog” Hall fala sobre sua trajetória em defesa do uso do código aberto e de seus projetos em andamento no Brasil.

Em C&T, os laboratórios de inovação que buscam soluções e aprimoramentos em áreas como varejo, saúde e gestão pública.

Ainda na pauta, as iniciativas e atividades dos sindicatos em todo o Brasil.

Boa leitura.

 

Engana-se quem acredita que construir entidades representativas não necessite de grandes causas. A FNE teve quatro marcos importantes nos últimos 40 anos:

O retorno às atividades da Justiça do Trabalho, em 21 de janeiro último, foi marcado por um ato nacional articulado pela Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat), com o apoio e adesão de diversas instituições. O objetivo foi destacar a importância desse foro “como um veículo de afirmação da cidadania e da democracia no País”, pontua o vice-presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Helder Santos Amorim. “Reunimo-nos nos pátios e nas portas dos fóruns trabalhistas em 41 cidades brasileiras”, comenta. O movimento foi realizado depois de declarações do presidente Jair Bolsonaro, dadas à imprensa no início deste ano, sobre a possibilidade de extinção desse ramo do Poder Judiciário que, segundo Amorim, é o que atende a parcela da população brasileira “mais carente e vulnerável, por isso, sempre foi uma justiça barata, célere e fácil de ingressar”.

“Desprezo pela área social.” Assim o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, enxerga um dos primeiros atos do Governo Bolsonaro: a extinção e o esquartejamento das atribuições do Ministério do Trabalho. A eliminação da Pasta foi determinada pela Medida Provisória 870/2019, de 1º de janeiro último, publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Na contramão do fortalecimento e resgate de seu protagonismo, reivindicados pela FNE e movimento sindical como um todo há tempos (confira ).

Pouco mais de três anos após tragédia em Mariana (MG), o País se deparou em 25 de janeiro último com novo desastre, desta vez em Brumadinho, no mesmo estado. As causas da ruptura dessa última barragem de contenção de rejeitos da Mina Córrego do Feijão, da Vale S.A., ainda estão sendo investigadas. Mas especialistas não tem dúvida: tragédia dessa monta poderia ter sido evitada.

Ceará, Goiás, Rio Grande do Sul, Pará e Santa Catarina

O engenheiro de software Jon “Maddog” Hall tem muitos feitos associados a seu nome e ao apelido de “cachorro louco” que recebeu dos alunos da Hartford State Technical College quando era chefe do Departamento de Ciência da Computação, por sua personalidade forte. Ele é um dos responsáveis pelo desenvolvimento do Linux, idealizado por Linus Benedict Torvalds, estudante de Engenharia da Computação, nascido na Finlândia e naturalizado nos Estados Unidos. Maddog contribuiu com Linus, tanto do ponto de vista técnico quanto comercial, para que o sistema operacional se tornasse realidade. Tido pelas novas gerações como um missionário, por espalhar a filosofia do software livre ao redor do mundo, o engenheiro completa 50 anos de carreira em 2019.

O parque brasileiro de infraestruturas em ciências, tecnologia e inovação é relativamente novo. Segundo mapeamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 56,7% dessa infraestrutura foi constituída nas últimas duas décadas. Apesar das consequências da crise econômica e os recorrentes cortes orçamentários, demandas por inovações crescem em setores específicos e incentivam a criação de laboratórios para pesquisa e desenvolvimento.

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