Em meio às controvérsias que dominam o debate político, eleições precisam ser oportunidade para discutir o futuro do País. Soberania, expansão econômica sustentável, avanço tecnológico e bem-estar da população devem estar no centro das preocupações dos candidatos. Projeto “Cresce Brasil” oferece contribuição nesse rumo.
À medida que se aproximam as eleições gerais de outubro, cresce também a intensidade do debate político no País. Divergências, disputas e controvérsias fazem parte da democracia, mas o tumulto da conjuntura não pode ocupar todo o espaço e deixar em segundo plano aquilo que deveria ser o principal objeto da campanha eleitoral: o futuro do Brasil.
É fundamental que candidatos à Presidência da República, aos governos estaduais e ao Legislativo apresentem à sociedade suas propostas para enfrentar os grandes desafios nacionais. É necessário conhecer os caminhos apontados para promover crescimento econômico, gerar empregos de qualidade, elevar a produtividade, reduzir desigualdades e melhorar concretamente as condições de vida da população.
Ou seja, é preciso colocar o desenvolvimento nacional no centro da pauta eleitoral.
Isso significa pensar o Brasil para além das urgências do momento e aproveitar as enormes potencialidades de que dispõe. O País conta com recursos naturais abundantes, matriz energética diversificada, produção agropecuária altamente competitiva, importante base industrial, capacidade científica e tecnológica e profissionais qualificados. Ao mesmo tempo, enfrenta o desafio de ocupar uma posição soberana num mundo marcado pela transformação digital, pela inteligência artificial, pela transição energética, pela crise climática e pela reorganização das cadeias produtivas.
Nesse cenário, o País precisa de estratégia, planejamento e capacidade de investimento para construir o futuro.
Contribuição nesse sentido é oferecida pela edição 2026 do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em junho último pela FNE e que vem sendo entregue aos candidatos em todo o País. Sob o tema “Rumo a um ciclo de expansão econômica sustentável”, o trabalho reúne propostas técnicas organizadas em três grandes eixos: indústria, soberania e valorização profissional.
No campo produtivo, o projeto aponta a necessidade de uma política consistente de reindustrialização, associada à inovação, à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. Isso inclui aproveitar oportunidades em setores nos quais o Brasil reúne competências e vantagens estratégicas, como a indústria aeronáutica, a economia verde e as atividades relacionadas à transição energética.
Soberania, por sua vez, exige capacidade nacional para decidir sobre recursos e tecnologias essenciais. Daí a importância de assegurar segurança hídrica e energética, fortalecer a produção sustentável de alimentos, avançar na autonomia digital e transformar as reservas brasileiras de minerais estratégicos, incluindo as terras raras, em conhecimento, tecnologia, indústria e empregos qualificados, em vez de limitar sua exploração à exportação de matérias-primas.
Nenhuma dessas metas será alcançada sem profissionais qualificados para planejar, projetar e executar as transformações necessárias. Por isso, o “Cresce Brasil” também aponta a necessidade de fortalecer o ensino de engenharia e a formação tecnológica, instituir uma carreira pública de Estado para engenheiros e combater a precarização das relações de trabalho, assegurando a devida valorização.
Ao longo de seus 20 anos, o “Cresce Brasil” tem buscado colocar conhecimento técnico e capacidade de formulação a serviço da construção de uma nação desenvolvida, soberana, sustentável e socialmente justa. Que essa tônica esteja presente no processo eleitoral de 2026 e propicie uma grande discussão sobre o Brasil que se quer construir.