Imprimir

João Moritz, um dos fundadores da FNE, morreu aos 101 anos de idade em Santa Catarina. Ele completaria 102 em julho próximo. Foi homenageado, em 2008, com lançamento de selo comemorativo pela FNE e o Senge-SC, pela passagem do seu centenário e por sua importância na história da Engenharia brasileira. Na ocasião, Moritz lembrou ter trabalhado na fundação dos sindicatos em todos os estados do país, porque "os engenheiros eram poucos, isolados, foi um grande desafio uni-los em busca de maior projeção para a classe, e conseguimos fundar a Federação”.

Engenheiro eletricista, ele formou-se no Instituto Mecânico e Elétrico de Itajubá, MG, e participou e dirigiu diversas entidades de classe durante mais de 40 anos. Quase quatro décadas após fundar a ACE, Moritz participou da criação do Sindicato dos Engenheiros de Santa Catarina - Senge-SC, em 1971, sendo seu primeiro presidente e reeleito três vezes (1971/1975 – 1975/1978 – 1978/1981). Mais tarde, tornou-se um dos fundadores do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia para Santa Catarina (Crea/SC) e presidiu a FNE..

Em 1940 dirigiu o setor de energia elétrica da Diretoria de Obras Públicas do Estado. O governador Celso Ramos convidou-o a integrar a Fundação Educacional do Estado e, na época, Moritz participou da criação da Escola de Veterinária em Lages, da Escola de Administração de Empresas (Esag) e da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e da Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (Cohab). Suas contribuições para a história de Santa Catarina inspiraram a poetisa Leatrice Moellmann a escrever o livro ”João Moritz e o Desenvolvimento de Florianópolis no Século 20”, da editora Insular.