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Até 2030, o Brasil precisa alcançar 98% dos domicílios brasileiros com por rede de distribuição de água, poço ou nascente, e canalização interna; E 88% dos domicílios brasileiros terão de contar com rede coletora ou fossa séptica para os esgotos sanitários; Se as previsões que nortearam o PAC se cumprirem, |100% dos domicílios urbanos terãor coleta direta de resíduos sólidos; e apenas 11% dos municípios brasileiros ainda tenham inundações e/ou alagamentos ocorridos na área urbana em um prazo de cinco anos.A esta altu, 90% dos municípios brasileiros terão Plano de Saneamento Básico ou Ambiental.

O que é preciso fazer para chegar a essas metas foi o tema do Seminário “A Engenharia e a Cidade”, que aconteceu sexta-feira (1º) no Blue Tree Towers Rio Poty, em Terezina, com especial atenção às previsões para o Estado do Piauí. O secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, engenheiro Leodegar Tiskoski, foi convidado pela Federação Nacional dos Engenheiros e o Sindicato dos Engenheiros do Piauí, que promoveram o evento, para apresentar o panorama atual do setor de saneamento sob a ótica do Governo Federal.

Segundo Tiskoski, depois da instituição da Lei de Saneamento Básico (Lei 11.445) e a retomada dos investimentos em saneamento, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) aportou para o setor recursos na ordem de R$ 40 bilhões no PAC 1 e de R$ 45,1 bilhões, no PAC 2.Desses, cerca de R$ 470 milhões do PAC estão previsto para o Piauí, sendo 96,2% já contratados. Para Teresina, Os investimentos previstos para Terezina são da ordem de R$ 217 milhões, para iniciativas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, estudos e projetos, manejo de águas pluviais e saneamento integrado. Todas as operações selecionadas estão contratadas. Segundo a proposta do Plano Nacional de Saneamento Ambiental (PLANSAB), para que as metas do saneamento básico estabelecidas para 2015, 2020 e 2030 se tornem uma realidade será necessário um total de R$ 420 bilhões.

Para o estado do Piauí, em particular, previu-se que em 2030, 95% dos domicílios sejam abastecidos por rede de distribuição, poço ou nascente, com canalização interna; 85% dos domicílios sejam atendidos por rede coletora ou fossa séptica para os excretas ou esgotos sanitários; 100% dos domicílios urbanos sejam atendidos por coleta direta de resíduos sólidos. Para melhorar os índices de cobertura de saneamento, foram estimados investimentos da ordem de R$ 4,6 bilhões até 2030.

*Veja imagens do evento

O ciclo de palestras sobre “A Engenharia e a Cidade” , que também debateu metas e desafios para a mobilidade urbana, foi o maior evento da engenharia piauiense ao reunir cerca de 600 engenheiros, técnicos e professores da área. Também estudantes de engenharia foram atraídos para os temas em debate. Foi preciso rever a disponibilidade inicial para 300 pessoas e viabilizar um espaço maior para atender a todos. Além de Leodegar Tiskoski, foram debatedores os engenheiros José Luiz Lins, Raimundo Neto, Roberto Fernandes, Cid Dias, Emilliano Affonso e o arquiteto João Alberto Fernandes. Segundo o engenheiro Antonio Florentino, presidente do Sindicato dos Engenheiros do Piauí, esse processo tem o objetivo orientar gestores públicos e apoiar a sociedade na busca por melhores condições de vida para toda a população, e influenciar candidatos a se comprometerem com as agendas de saneamento e mobilidade.

O Sindicato dos Engenheiros homenageou os palestrantes, instituições e personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da engenharia no Piauí. Por último, o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Celso Pinheiro, quebrou o protocolo para homenagear o engenheiro Antonio Florentino, pela importante contribuição às atividades da Federação que mobilizam a categoria em todo país

(FNE com Senge Piauí e dados da SSA)

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