O movimento grevista mantém-se forte na sede, no sertão, e nas demais áreas da empresa, chegando a 90% de adesão. Para hoje (20), agendaram manifestação em frente ao Palácio do Planalto às 9h e às 11h30 se reuniram com o secretário-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Às 15h, se encontrarão com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
O que surpreendeu os empregados e sindicalistas foi a confirmação da viagem do presidente da Eletrosul, Eurídes Mescolotto, para a Europa, num momento tão importante e decisivo para a empresa. Para eles, com essa atitude, Mescolotto conseguirá, após 22 anos sem greve por tempo indeterminado, ficar marcado nos anais da Eletrosul, como um presidente ausente e omisso.
Na manhã de quarta-feira (18), dois assessores da diretoria administrativa Laércio Faria e Nelso Muller, mais uma vez desceram para dialogar com os dirigentes sindicais. A expectativa era de que trouxessem novidades sobre as negociações referentes ao ACT 2012/2013. Mas, na verdade, eles foram pedir que fosse retirado o boneco simbolizando a ausência do presidente da empresa. Numa votação realizada na hora, eles decidiram por unanimidade não retirar o boneco da entrada da empresa, onde ele permanece.
Os grevistas querem reajuste salarial de 10,73%. Eles também pedem a renovação de concessões de usinas que vencem a partir de 2014 - para evitar demissões de funcionários, e alteração da data-base da categoria. A paralisação não é total. Uma escala garante o abastecimento de energia. Na sede da Eletronorte, em Brasília, 55 dos 1,3 mil funcionários bateram o ponto na quarta-feira (18). A empresa faz assembleias diárias para monitorar a situação da greve nos estados.
"Se a gente fosse pegar a Lei de Greve e colocar na prática, o país apagava. Na greve, o movimento sindical redobra a sua preocupação no sentido de que a população não seja atingida", disse Boréu Alcântara, da Secretaria de Formação Sindical e Cultura do Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal.
Ontem à tarde aconteceu mais uma reunião na Secretaria Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), com o intuito de resolver o impasse referente ao quadro mínimo de empregados necessário à manutenção dos serviços essenciais à população. A empresa considera que todos os empregados convocados são essenciais. Por outro lado, as entidades sindicais se comprometem em manter em pleno funcionamento as atividades nas áreas consideradas essenciais, de forma a não causar prejuízos à sociedade.
Ainda da reunião na SRTE-SC os sindicatos apresentaram uma proposta de encaminhar à holding a posição pela reabertura das negociações em prol de uma solução para o impasse criado com a greve. O diretor da empresa que recebeu a tal proposta deu a entender que vai procurar operacionalizá-la em prol da solução do ACT 2012/2013, cujas negociações foram abruptamente interrompidas pela própria Diretoria da Eletrobrás.
Ontem, após a manifestação dos grevistas no Rio de Janeiro, na porta da eletronuclear, foi passado o indicativo de permanecer em greve na próxima semana, marcando também assembleia para próxima 2ª-feira (23/07) às 11hs.
FNE com Senge-SC, Agência Brasil e Furnas Diario
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