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Usar a água da chuva para irrigar o gramado e a energia solar para alimentar os refletores de iluminação: estas são algumas das práticas sustentáveis que vão ser usadas nos estádios da Copa de 2014. O conceito de desenvolvimento sustentável também está em outras obras do evento, como as de mobilidade urbana.

Nas 12 cidades brasileiras que vão sediar a Copa do Mundo de 2014 avançam as obras dos estádios onde as partidas vão ser realizadas. Estas ações de desenvolvimento, com respeito ao meio ambiente e à sociedade, são tema do Seminário Copa 2014: Oportunidades para a Sustentabilidade Urbana, em Brasília.

De acordo com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, a intenção do governo federal é que a sustentabilidade ultrapasse as fronteiras dos estádios e ganhe as ruas das cidades. “Isso vai beneficiar a população de todas as capitais que sediarão a Copa do Mundo: mobilidade urbana, mobilidade no caso do transporte aéreo, nos aeroportos, portos, trens, metrô”, disse.

Um dos exemplos citados no seminário foi o das obras do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Depois de pronto, um reservatório vai guardar água da chuva, que pode ser usada para irrigar o campo e fazer a limpeza geral do espaço, com capacidade para 72 mil lugares. A arena ecológica ainda vai ter estrutura para captar energia solar e ser autossustentável, com a geração de 2,5 megawatts, energia suficiente para abastecer mil residências por dia.

- O estádio tem uma preocupação de sustentabilidade a partir do seu projeto. Os requisitos necessários para se exercer isso sem impacto no meio ambiente foram pensados de forma a integrar-se com a obra – disse Cláudio Monteiro, secretário extraordinário para a Copa de Brasília.

O projeto do Estádio Nacional de Brasília pode receber o certificado máximo de sustentabilidade, o selo Leed Platinum. Atualmente, nenhum estádio de futebol no mundo possui o selo.

Fonte: CdB com informações do Portal Copa