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"Cabe a cada um de nós enfrentar", disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sobre os pontos mais criticados da proposta da Reforma da Previdência, após reunir-se ontem com o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o secretário da Previdência Marcelo Caetano.

Alegando que mudar a previdência - que atinge diretamente os trabalhadores e os aposentados - é o que vai tirar o país da crise, Maia pretende defender a quebra de direitos que está sendo alvo de mobilizações e protestos. Entre os asṕectos mais graves da PEC, que ele está pronto a defender, estãoa idade mínima, de 65 anos para homens e mulheres; as regras de transição para quem está próximo de se aposentar; as alterações nas regras do Benefício das Prestações Continuadas (BPC); e a contribuição previdenciária do trabalhador rural.
Nem mesmo o fato de que as mudanças podem tirar  benefícios de idosos e pessoas com deficiência carentes preocupa o presidente da Câmara. . “Acredito que a proposta do governo está no caminho correto, o benefício não é Previdência, é assistência e consome R$ 45 bilhões do orçamento. É muito dinheiro para uma política social, mas se chegou em um momento que você precisa reorganizar o BPC”, disse Maia.

O movimento sindical está mobilizado para lutar contra o desmonte, com atos nos Estados e também em frente ao Congresso. No 8 de Março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, a defesa da Previdência será tema prioritário. No dia 15, haverá atos pelo País.