Apresentada nesta terça-feira (18), durante o Segundo Diálogo Regional de Alto Nível sobre Transporte na América Latina e no Caribe, em Buenos Aires (ARG), pelo governo brasileiro, a proposta de integrar logistica dos países da América Alatina prevê um plano para transportes em toda a região a ser construído com o auxílio de organismos multilaterais a partir da realidade de cada nação.
O principal objetivo, segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, é ampliar a conectividade por meio de corredores rodoviários bioceânicos, hidrovias, ferrovias e aeroportos para facilitar a mobilidade de pessoas, fortalecer o comércio e aumentar a competitividade da região. Renan Filho lembrou que o continente apresenta desafios para a logística como a Floresta Amazônica e a Cordilheira dos Andes.
“O Brasil, ao longo dos últimos anos, construiu seu Plano Nacional de Logística, que estabelece premissas, elege os melhores projetos e direciona os nossos investimentos. A construção de um plano de integração logística continental, além de fortalecer as nossas próprias políticas públicas, vai permitir que conheçamos projetos prioritários de outros países a fim de direcionarmos investimentos”, defendeu Renan Filho, considerando "“fundamental que o Brasil consiga, por exemplo, construir rotas bioceânicas e acessar o Chile para facilitar as exportações para a Ásia. É fundamental para o Chile, também, uma rota bioceânica para exportar para a Europa, Estados Unidos. Se isso for possível, nós teremos um avanço na América Latina”, afirmou.
As próximas etapas envolvem acordos de cooperação e integração dos projetos estratégicos e as formas de viabilizá-los. O ministro dos Transportes da Argentina, Diego Giuliano, disse ver com satisfação " a possibilidade de termos um âmbito de concertação direta entre quem faz a gestão do setor e o bem-estar dos nossos povos”, disse o ministro argentino.
Além do Brasil e Argentina, participaram do debate os ministros de Transportes da Argentina, Diego Giuliano; do Chile, Audley Shaw; e da Jamaica, Juan José Olaizola; além de representantes das pastas no Uruguai e República Dominicana e de instituições como o Fórum Internacional de Transportes (ITF), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Andina de Fomento (CAF).
Comunicação FNE com informações do Ministério da Infraestrutura