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O Banco Central comprou, até a última sexta-feira, US$ 2,408 bilhões no mercado doméstico de câmbio, desde que retomou os leilões diários para aquisição da moeda norte-americana, no último dia 8.

Com a informação, o BC inova na transparência das operações no mercado interbancário de câmbio, que até agora eram mantidas em sigilo, e assegura que passará a divulgar semanalmente o volume das compras diárias de dólar.

Acrescenta ainda que a partir de amanhã (27) todas as noites, depois da divulgação da taxa média de câmbio do pregão, conhecida como PTAX, será informado o volume de todos os negócios interbancários de câmbio do dia.

O novo formato de transparência cambial não impede, porém, as especulações sobre montantes das compras diárias, como no caso do leilão de hoje, depois das 15h, quando o BC comprou dólares para “sustentar” a cotação da moeda norte-americana, que valia R$ 2,023 àquela altura do pregão, com tendência de queda.

Diante da falta de informação oficial sobre quanto havia comprado, os agentes do mercado financeiro se encarregaram de apregoar negociação de US$ 151 milhões. Quantia considerada pequena para conter a pressão baixista do dólar, estimulada pelo grande fluxo de recursos estrangeiros.

Além disso, o BC divulgou dados positivos, pela manhã, sobre as contas externas do país, no mês passado, e entrada líquida de US$ 3,086 bilhões de recursos externos neste mês. Pesaram também as boas notícias sobre a recuperação dos mercados acionários globais.

Em vista disso, mesmo com o leilão do BC a cotação da moeda norte-americana continuou caindo, de modo a fechar o dia com cotação de R$ 2,016 para compra e R$ 2,018 para venda, com desvalorização de 0,39% em relação ao câmbio da véspera.

(Agência Brasil com informações do Banco Central)