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A Força Aérea Brasileira (FAB) montou um esquema para as buscas ao avião da Air France que decolou do Rio às 19h de ontem (31) desapareceu ainda no espaço aéreo brasileiro. As buscas foram iniciadas ao amanhecer de hoje.

Dois aviões estão sendo usados: um P-95 Bandeirante, conhecido como “bandeirulha” – avião de patrulha marítima equipado com sensores – e um Hércules C-130, que decolou da Base Aérea do Galeão (RJ). Também foi acionado o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (Para-SAR). A Aeronáutica informou que o desaparecimento somente poderá ser oficialmente considerado acidente se forem encontrados destroços do avião.

A Marinha Brasileira já deslocou três navios para ajudar nas buscas pelo Airbus A 330. De acordo com o Centro de Comunicação Social, um navio-patrulha saiu do Rio Grande do Norte, uma vez que as buscas estão concentradas cerca de 565 quilômetros de Natal. Um navio tipo corveta já saiu de Maceió e outro de Salvador – esse, com um helicóptero a bordo.

Segundo nota da FAB, o último contato do voo AF 447 foi feito às 22h33 via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta 3). Pelas normas da aviação, o piloto deveria ter feito um contato com o controle do tráfego aéreo no momento em que estivesse deixando o espaço aéreo brasileiro, o que não ocorreu. O avião deveria ter ingressado no espaço aéreo de Dakar, no Senegal, às 23h20, mas, neste horário, a a tripulação não fez o contato previsto por rádio.

Ainda por volta das 22h48, o Cindacta 3, de Fernando de Noronha, tinha informações de que o avião voava normalmente, a 35 mil pés de altitude.

A mensagem enviada pelo Airbus à companhia aérea Air France sobre problemas técnicos como perda de pressurização e falha no sistema elétrico foi repassada ao Cindacta 3 pela companhia pro volta de 8h30 de hoje.