Durante reunião com representantes do governo peruano, na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o Brasil deverá ficar com cerca de 80% da energia provenientes das cinco primeiras usinas que serão construídas no Peru e que poderá exportar parte da produção para países vizinhos da América do Sul. Ao todo, serão construídas 15 usinas dentro de um contrato de integração energética. Segundo informações do ministro publicadas na Agência Brasil, as cinco primeiras usinas terão capacidade de gerar 6 mil megawatts, a um custo inicial estimado de US$ 12 mil e US$ 15 mil e deverão entrar em operação em 2015.
Ele informou que o governo brasileiro será responsável pelos estudos que viabilizarão a construção das 15 hidrelétricas, com capacidade total de geração de 20 mil megawatts. Um consórcio formado pela Eletrobrás, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e Engevix já está investindo nesses estudos. "O Peru, a princípio, deverá ficar com 20% da energia produzida e o Brasil com os 80% restantes, que poderão ser reexportados para outros países da América do Sul”, acrescentou o ministro. Os recursos para viabilizar as obras viriam da Eletrobrás, das empresas envolvidas na construção da obra, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e “de outras fontes interessadas no processo”.
O contrato bilateral ainda está sendo elaborado pelos dois países e terá que ser aprovado pelo Congresso Nacional. A ideia é que a obra esteja pronta em um prazo de cinco anos após a conclusão dos estudos e a liberação das licenças ambientais. Edison Lobão disse que o Brasil tem planos de construir na Argentina “uma ou mais usinas e também com outros países”, porque segundo ele, é preciso pensar mais à frente. “Não se esqueça que a energia é utilizada no país há cerca de 150 anos. O país tem estoque de energia de 105 mil megawatts, mas, dentro de dez anos, teremos que ter mais 50 mil megawatts [cerca de 50% da energia hoje existente].
Em 30 anos teremos que dobrar a capacidade atual, então nada custa nos valermos também das potencialidades dos países vizinhos,com vantagens para todos." Lobão negou que facilidades ambientais em outros países tenham determinado a decisão de construir usinas fora do Brasil. “A decisão de construir usinas no Peru é puramente por uma questão de integração entre as nações sul-americanas. Não estamos precisando de energia neste momento. Temos energia para suprir todas as nossas necessidades. O que estamos é atendendo a interesses geopolíticos que são brasileiros e peruanos, assim como são do Uruguai, Paraguai, Argentina e assim por diante.” (Com dados da ABr)
Autor: Odebrecht - Divulgação