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A 6ª Marcha da Classe Trabalhadora vai pressionar, nesta quarta-feira (11), a Câmara dos Deputados a votar a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais

A marcha é organizada pelas centrais sindicais - Força Sindical, CUT, CTB, CGTB, NCST e UGT - que está na sexta edição. A atividade começa às 9 horas, no Estádio Mané Garrincha e termina com um ato em frente o Congresso Nacional.

A marcha, que é realizada unitariamente pelas centrais, tem sido um importante instrumento político de pressão para obter conquistas para a classe trabalhadora.

Uma dessas conquistas foi a política de recuperação e valorização do salário mínimo que irá vigorar até 2023. O projeto de lei (PL 1/07) está em fase final discussão na Câmara dos Deputados. Se for aprovado, vai à sanção presidencial.

"Nossa expectativa é que neste ano, mais trabalhadores participem da marcha. Será uma oportunidade para mostrar ao Congresso Nacional e a sociedade que queremos a jornada de 40 horas".

E acrescenta: "A 6ª edição da marcha será apenas uma pequena demonstração da grande vontade nacional, que verificamos nas fábricas de todos segmentos pela redução da jornada", diz o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), que também é presidente da Força Sindical.

As reivindicações dos trabalhadores nesta marcha são:

- Redução da jornada semanal de trabalho para 40h;

- Aprovação do PL 1/07, que trata do salário mínimo;

- Ratificação das convenções 151 e 158, da OIT;

- Não a precarização: retirada dos projetos sobre terceirização, PLs 4.302/98 e 4.330/04;

- Aprovação da PEC 438/01, que penaliza o trabalho escravo;

- Trabalho Decente; e

- O pré-sal é nosso.

(Diap)