Imprimir

Leia trecho da entrevista do o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Antonio Pezão, ao Jornal do Brasil, em que informa que a Transbaixada, de 23km, ligando as rodovias Dutra e Rio-Petrópolis seguirá as margens do Rio Sarapuí e custará R$ 230 milhões

Qual é a cara do PAC do Rio hoje?

Todas elas são muito importantes. Todas têm um simbolismo muito forte: o saneamento da Baía de Guanabara, por exemplo. Entre empréstimos e recursos nossos, são quase R$ 3 bilhões investidos em saneamento, que é muito importante para o meio ambiente e para a Baía. As obras de favelas quebram um tabu de que não se entrava nesses locais e estamos entrando pesadamente com as UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) na saúde, com educação, com bibliotecas, teatros, cinemas, apartamentos. Então estamos fazendo o dever de casa. Agora, o Arco é uma obra importantíssima para o Rio e para o Brasil, porque vai ligar o Comperj, lá no em Itaboraí, ao Porto de Itaguaí. Todas as obras são muito importantes e temos uma série de obras a serem iniciadas agora em 2010, que vão impactar muito a região metropolitana, o interior do estado, a Baixada Fluminense e a cidade do Rio.

O que pode aparecer para a Baixada Fluminense?

Na sexta-feira receberemos a licença ambiental de um projeto importantíssimo, que é a ligação da Via Light (na Baixada fluminense) à Avenida Brasil, uma obra que tem dois túneis e sete viadutos. A obra vai viabilizar muito a Via Light e desafogar a Via Dutra. Temos um projeto em fase do conclusão na Coppe (Instituto de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ), que vamos apresentar ao presidente Lula nesta segunda: é a ligação da Rodovia Presidente Dutra à BR-040, a Rio-Petrópolis, pela margem do Rio Sarapuí, de um lado e do outro, desocupando essas beiradas de rio. Estamos a batizando de Transbaixada. Vamos pleitear os recursos com o presidente Lula no PAC da Mobilidade Social, para realizarmos essa obra.

Quanto isso demandaria?

A Coppe está terminando o projeto e a deve ficar entre R$ 200 e

R$ 230 milhões. Se não me engano são 23 quilômetros. De um lado e do outro, ela cortará cinco municípios. Será às margens do rio, onde só existem ocupações desordenadas. Essas chuvas recentes, por exemplo, alagaram tudo.

O PAC no Rio, hoje, tem algum entrave?

Hoje não temos mais entraves nenhum. Quanto a essa questão, por exemplo, de sítios arqueológicos, é um negócio muito forte, porque cada hora que você entra com a máquina para fazer a terraplenagem aparece um sítio desses, e você tem que parar, tem que pegar esse local e deixar ele separado para obra. É sempre uma preocupação.

Licenciamento ambiental não é mais problema?

Não, agora está bem adiantado, ainda estamos esperando a perereca, que até o fim de fevereiro deve terminar o namoro dela, e aí a gente arranca (a terra) bem forte naquele trecho. É o trecho entre a Via Dutra e a antiga Rio-São Paulo, onde tem uma floresta de eucaliptos.

O que o Rio pode esperar do PAC até 2010, além dessas que o senhor já citou?

Essas obras são muito importantes: as obras de favelas. Temos realizado bons projetos, usamos muito os arquitetos, usamos as universidades para desenvolver diversos projetos para outro PAC. Vamos apresentar agora, na inscrição do PAC 2, mais de 10 favelas já com projetos bem detalhados, onde vamos poder, acredito, continuar com esse sonho de fazer urbanização de favelase.

Leia entrevista completa

Saiba mais sobre o Arco Metropolitano