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Cresce Brasil

A realização da 1ª Conferência Nacional da Engenharia contribui para recolocar o conhecimento técnico no centro das políticas públicas e a serviço da sociedade. Mais do que um evento, trata-se de afirmar a profissão como instrumento de desenvolvimento, soberania e justiça social.

ConfEngImagemRecolocar a engenharia no centro do projeto nacional não é pauta corporativa. É uma escolha estratégica para um país que pretende planejar o futuro com autonomia, desenvolvimento sustentável e capacidade de execução. O esvaziamento do papel técnico do Estado cobrou seu preço; recuperar esse protagonismo é condição para avançar.

A proposta da 1ª Conferência Nacional da Engenharia, prevista para acontecer nos dias 16, 17 e 18 de junho, em São Paulo, nasce dessa compreensão. Mais do que um evento, trata-se de um movimento para afirmar a área como transversal às políticas públicas, presente em todos os grandes desafios do País. 

Sob a coordenação do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) – pasta comandada por Márcio França, que abraçou a ideia –, a iniciativa contará com a colaboração dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), de Minas e Energia (MME) e das Cidades, além da Secretaria-Geral da Presidência. Trata-se do reconhecimento de que não haverá reindustrialização, transição energética ou política urbana consistente sem engenharia forte e integrada às decisões do Estado.

A reunião de planejamento realizada na sede do SEESP, na quarta-feira (04/02), simboliza essa articulação entre formulação técnica, representação profissional e visão de longo prazo. Esse encontro, que contou com importantes lideranças do setor, foi uma oportunidade fundamental para que o secretário Nacional de Ambiente de Negócios do MEMP, Maurício Juvenal, à frente da organização, desse o tom dos objetivos da conferência. 

Muito corretamente, ele apontou a importância da engenharia, que, como salientou, está presente nos 38 ministérios do governo federal. Enfatizou ainda a necessidade de buscar resultados concretos a partir dos debates que serão travados, pensando o Brasil dos próximos 10 ou 20 anos. 

Essa iniciativa, proposta pelo Fórum Nacional da Engenharia, com a participação da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), dialoga diretamente com a luta histórica das nossas entidades pela valorização da categoria. Será, portanto, mais uma oportunidade para apresentarmos nossas bandeiras prioritárias, como o respeito ao salário mínimo profissional e a implementação da carreira pública de Estado, além de nossas propostas para a expansão econômica sustentável, conforme propugna o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”.  

Assim, a conferência se insere em uma trajetória de resistência e formulação coletiva. Ao propor uma ampla consulta pública, articular diferentes ministérios e dialogar com entidades diversas da engenharia, cria-se a possibilidade de construir consensos e apresentar ao País uma agenda clara: a engenharia como direito da sociedade e como instrumento de soberania.

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