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Cresce Brasil

Nesta sexta-feira (5/6), celebra-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Entre os inúmeros desafios nesse campo, destaca-se a questão dos recursos hídricos. O tema está em pauta no projeto “Cresce Brasil” deste ano e na campanha “Salve o Guarapiranga”, a ser lançada em São Paulo. 

AguaImagemNo Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5/6), é fundamental dar atenção à urgência de garantir a preservação dos recursos hídricos, uma das questões mais relevantes no Brasil. Trata-se de um desafio que envolve diretamente saúde pública, desenvolvimento econômico, soberania, qualidade de vida e justiça social. Em um cenário marcado pelas mudanças climáticas, eventos extremos e crescente pressão sobre os mananciais, a segurança hídrica precisa ser tratada como prioridade estratégica de Estado.

Não faltam alertas. Secas prolongadas, enchentes, crises de abastecimento e degradação ambiental tornaram-se cada vez mais frequentes em diversas regiões do País. Ao mesmo tempo, persistem problemas históricos ligados à falta de saneamento básico, à ocupação desordenada do território e à insuficiência de planejamento de longo prazo.

Na Região Metropolitana de São Paulo, um dos exemplos mais preocupantes é a situação da Represa do Guarapiranga, responsável pelo abastecimento de cerca de 5 milhões de pessoas. O avanço da poluição, o despejo de esgoto sem tratamento e os conflitos relacionados à ocupação urbana colocam em risco um patrimônio ambiental e estratégico essencial à população.

Diante dessa realidade, o Seesp, entidade filiada à FNE, lançará a campanha “Salve a Guarapiranga”, iniciativa que busca mobilizar sociedade, especialistas, poder público e entidades em defesa da recuperação e preservação do reservatório. 

A engenharia tem papel central nesse debate. Garantir segurança hídrica exige planejamento integrado, capacidade técnica, monitoramento permanente, obras estruturantes e políticas públicas consistentes. Exige também visão de longo prazo, algo incompatível com decisões pautadas apenas pela lógica imediatista do mercado.

Essa reflexão está presente na nova edição do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, que será lançada no próximo dia 15 de junho, em São Paulo. De autoria do consultor Vicente Andreu, o artigo “O desafio da gestão dos recursos hídricos” chama atenção para um ponto fundamental: a atual crise hídrica não é apenas resultado da escassez de água, mas sobretudo de problemas de governança. Fragmentação institucional, enfraquecimento de mecanismos participativos, ausência de coordenação entre políticas públicas e insuficiência de planejamento comprometem a capacidade do País de enfrentar os desafios presentes e futuros.

Nesse contexto, é impossível dissociar o debate ambiental da defesa do saneamento público, universal e socialmente orientado. Água e saneamento não podem ser tratados como mercadorias submetidas exclusivamente à rentabilidade financeira. São direitos fundamentais e serviços essenciais à vida.

Garantir sua universalização requer empresas estruturadas, planejamento permanente e valorização dos profissionais responsáveis por conceber, operar e manter sistemas de elevada complexidade técnica. Isso inclui assegurar condições adequadas de trabalho e número suficiente de engenheiros e demais trabalhadores qualificados nas áreas de saneamento e infraestrutura.

Preservar os recursos hídricos é preservar vidas, cidades, produção, desenvolvimento e dignidade. Essa tarefa cabe ao poder público e a toda a sociedade, que precisa manter-se mobilizada e atenta a esse tema estratégico.

 

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