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Cresce Brasil

Com vistas à realização das grandes obras de infraestrutura para o mundial de 2014 e o legado que elas poderão deixar nas 12 cidades-sedes do País, teve início na manhã desta segunda-feira, 16 de maio, em São Paulo, a série de debates “Cresce Brasil e a Copa 2014”.

Promovido pela FNE, pretende ao longo do ano discutir as exigências para a preparação e a realização do mundial no Brasil, as necessidades locais e regionais para que tais tarefas se cumpram a contento e o saldo econômico, social, cultural e estrutural que a Copa venha a proporcionar ao País.

Durante a abertura, Fátima Co, vice-presidente da FNE e representante dos 18 sindicatos filiados à federação, enfatizou que tema deve ser abordado no campo político e econômico, mas também no âmbito técnico, onde os engenheiros devem assumir seu papel para garantir avanços não só na questão dos estádios, mas de toda a infraestrutura do País.

Para Marcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a iniciativa da FNE permite um momento de reflexão e posicionamento quanto à Copa do Mundo. “Não é apenas um evento mundial de futebol, mas a oportunidade de dar continuidade ao ciclo de desenvolvimento do País. Está em jogo a possibilidade de completar a malha urbana, mas também a chance do Brasil dar um grande salto em termos de infraestrutura tecnológica”, destacou.

Segundo ele, é fundamental a cooperação governamental e empresarial, mas também dos trabalhadores. “Que esse evento possa ser reconhecido nos próximos anos como uma iniciativa que ajudou o Brasil a superar os entraves dos eventos esportivos”, concluiu Pochmann.

Para o vereador Jamil Murad (PCdoB-SP), o País já está na rota do desenvolvimento e o evento mundial é mais uma oportunidade de continuar crescendo. “A Copa 2014 é apenas um ponto de partida. Queremos que o Brasil continue demonstrando que é capaz, competente e tem aspiração de conquistar seu espaço no cenário mundial.”

Na visão de José Maria Marin, vice-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a federação tem condições para apresentar soluções e exercer uma fiscalização séria em tudo que será feito em prol do evento mundial.

Na mesma linha, o deputado estadual Pedro Bigardi (PcdoB-SP), enfatizou a necessidade de se criar uma agenda técnica mais clara e articulada na cidade. “Os engenheiros são peças fundamentais nesse contexto”, afirmou.

Para o representando o presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), Marcos Túlio, o superintendente do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) do Amazonas, Afonso Lins, a situação de São Paulo é preocupante e que preciso unir forças para acelerar as obras. “Isso é claro sem esquecer a parte técnica e os órgãos de controle”, recomendou.

Por outro lado, Gilmar Tadeu Alves, secretário especial de Articulação para a Copa 2014 da Prefeitura de São Paulo, falou do trabalho do órgão que foi criado recentemente para dar agilidade e coordenar as ações do município voltadas ao mundial. Entre os objetivos, garantir que São Paulo seja sede da abertura do mundial e da realização dos jogos, implementação do Centro Internacional de Mídia no Anhembi, construção de um centro de exposição em Pirituba para abrigar o congresso da Fifa e a Copa das Confederações. “O mundial deixará um legado positivo nas áreas de mobilidade urbana, segurança, qualificação profissional e turismo, principalmente na Zona Leste, uma das regiões mais carentes de São Paulo”, destacou.

De acordo com Alves, junto ao estádio que será abrigado em Itaquera, será construído um pólo institucional, uma rodoviária e uma Fatec (Faculdade de Tecnologia). Além disso, todo o sistema viário da região será modificado para dar acesso rápido ao futuro estádio do Corinthians. “O Estado e a Prefeitura assinaram um convênio que destinará R$ 480 milhões para desapropriações e a construção de um novo viário”, informou.

Para o deputado federal (PPS/SP) e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Infraestrutura Nacional, Arnaldo Jardim, a discussão é oportuna e não pode ter contaminação política e eleitoral. “Esse é o momento de ousar. Temos que pisar no acelerador para suprir o tempo que falta”, propôs.

Ele elogiou a atuação do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, que vem há muito tempo discutindo a estabilidade econômica, a condução de uma política macroeconômica com os cuidados da lei de responsabilidade fiscal e a distribuição de renda criaram condições importantes de se fazer planejamento de a médio e longo prazo e ter políticas públicas estáveis. “É isso que nos une hoje aqui. Atitudes como essa da FNE nos enche de orgulho para que o engenheiro possa ser o profissional do desenvolvimento e do futuro do Brasil”, ressaltou.

Para finalizar, Murilo Pinheiro, presidente da FNE e do SEESP, ressaltou que o foco da discussão é contribuir para o processo de preparação do país para os eventos mundiais. “Queremos colaborar com propostas, direcionar esforços, acompanhar o planejamento e ajudar para que as obras sejam finalizadas em tempo hábil”, concluiu. (Lucélia Barbosa)

Veja matéria no Repórter Brasil sobre a abertura do evento

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Autor: Beatriz Arruda

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