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O consórcio formado pelas construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht vai assumir os 30% da participação da Delta Construção na reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014, conforme prevê o contrato. A informação é de Sérgio Lins Andrade, um dos sócios da Andrade Gutierrez e membro do conselho administrativo da empresa. A Delta, acusada nos relatórios da Operação Monte Carlo de ter ligação com o contraventor Carlinhos Cachoeira, deixou as obras do estádio, orçadas em R$ 860 milhões, depois de não fazer os aportes de R$ 7 milhões nos últimos dias para pagar fornecedores. A decisão de excluir a Delta foi das duas empreiteiras.

- Ainda vamos conversar com a Odebrecht e com o governo do estado, mas quem assumirá a parte da Delta será o consórcio - afirmou Sérgio Lins Andrade ao GLOBO ontem, negando que a empresa não participaria mais do consórcio.

Um funcionário do alto escalão da Odebrecht, no entanto, prefere a cautela:

- Tudo vai depender do balanço que faremos da reforma do estádio no fim deste mês. Quando se tem um negócio, não se pode tirar ninguém ou qualquer empresa de um consórcio no meio do mês.

No Maracanã, a Andrade Gutierrez é a responsável por 21% da execução das obras, enquanto a Odebrecht conta com 49%. A saída da Delta não prejudicará o cronograma de reforma, segundo o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, e o secretário estadual de Obras, Hudson Braga. O Maracanã tem previsão de ficar pronto em 28 de fevereiro de 2013 para a Copa das Confederações. A Delta será investigada na CPI que vai apurar as atividades de Cachoeira.

(Fonte O Globo)

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