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“É inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com um dos juros mais altos do mundo", disse a Presidenta Dilma, em pronunciamento transmitido em rede de rádio e televisão na véspera do Dia do Trabalho (1º de maio). Para ela, "os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para empresas e para o consumidor, enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos”.

Para Dilma, a economia brasileira será plenamente competitiva, saudável e moderna somente quando os juros nacionais chegarem ao patamar das taxas internacionais e por isso, além de cobrar os bancos a seguirem o caminho da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, que reduziram suas taxas, a presidente falou diretamente aos interessados: “É bom, também que você consumidor, faça prevalecer os seus direitos escolhendo as empresas que lhe ofereçam melhores condições”, disse.

A campanha por juros mais baixos também movimentou a 15 ª edição da festa das centrais sindicais que, este ano, tem o lema "Desenvolvimento com menos juros, mais salários e empregos". Entre as bandeiras do sindicalismo estão a defesa da indústria nacional e do emprego; aumento real de salários; redução da jornada para 40 horas semanais; trabalho decente; fim do fator previdenciário; aumento real dos benefícios dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo; igualdade de salários para homens e mulheres que exercem as mesmas funções; qualificação profissional; e reforma agrária.

Durante o evento, organizado por cinco centrais sindicais (Central dos Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a Nova Central e a União Geral dos Trabalhadores), na Praça Campo de Bagatelle, zona norte de São Paulo. O presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva, informou que dirigentes das centrais sindicais vão se reunir nesta quinta-feira (3) com a presidenta Dilma Rousseff para discutir os juros bancários.

O sindicalista ressaltou que uma das questões que incomodam os sindicalistas é a que chamou de "fábrica de sindicatos", ou seja, a facilidade para que sejam criadas repreentações classistas no país. “Isso enfraquece o movimento e precisamos tratar disso com o novo ministro do Trabalho [Brizola Neto] assim que ele assumir. Queremos resolver isso com critério. Queremos criar algumas regras para impedir essa indústria de sindicatos”.

A CUT fez sua comemoração no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade. O lema foi a "Diversidade no Brasil e no mundo: um olhar de cinco jeitos", com referência a cultura e a história das cinco regiões do Brasil. A central defendeu no evento a substituição do imposto sindical por uma contribuição negocial, aprovada em assembleia. De acordo com a CUT, o trabalhador é que deve decidir com quanto quer contribuir para o sindicato, posição contrária a das demais centrais sindicais que defendem a contribuição sindical obrigatória como forma de assegurar a representatividade de todos trabalhadores nas negociações salariais e reivindicações trabalhistas, sejam sindicalizados ou não.

Como agenda comum do movimento, além dos juros baixos, os sindicalistas defenderam a redução da jornada de trabalho sem redução de salários; investimentos em educação e qualificação profissional; valorização do servidor público; aumento do salário mínimo; fim do fator previdenciário e valorização das aposentadorias; e igualdade de salários para homens e mulheres.

(CNTU, com Agência Brasil e Centrais)

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