Gestores, pesquisadores, técnicos, estudantes de graduação e pós-graduação da área de saneamento e meio ambiente e demais profissionais ligados ao setor participam esta semana da 33º edição do Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental. Organizado pela Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental – AIDIS, com o apoio da Associação Brasileirade Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, importante encontro sobre desenvolvimento, ecoeficiência e saneamento ambiental de todo continente americano, com 21 países representados, 1200 participantes e mais de 900 trabalhos inscritos.
Os diretores da FNE, Antonio Florentino e Carlos Abraham, além do vice-presidente do SEESP, João Carlos Bibbo participam do evento que ocorre a cada dois anos e que, nesta edição, tem o Brasil como sede. O Congresso é organizado de forma a promover debates sobre todos os aspectos da Engenharia Sanitária e Ambiental nas Américas para a atualização profissional entre especialistas do continente.
Iniciadas no dia 3 de Junho em Salvador, as atividades seguem até quinta-feira (7) e este ano estão organizadas em torno do tema Saneamento Ambiental: A excelência da gestão como estratégia de sustentabilidade.
Na abertura, discursaram, Cassilda Teixeira, Presidente do evento e também da ABES; Rafael Dautant, Presidente da Aidis; Mirta Roses
Periago, presidente da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) e representante da OMS; Abelardo Oliveira Filho, presidente da Embasa; Cícero Monteiro de Carvalho, secretário de Desesnvolvimento Urbano do Estado da Bahia.
A Engenheira Cassilda Teixeira, presidente da ABES, afirmou que o setor de saneamento ambiental no Brasil e na América Latina exige duas providências urgentes: Inovação e Parceria. Inovação na gestão dos processos, ritmo e forma de se atuar no setor, e parceria entre as
empresas irmãs, para compartilhar experíências. Cassilda falou ainda que existem recursos, mas que para que a universalização dos
serviços de saneamento ocorra, "já" se faz necessário um choque de gestão.
Rafael Dautant, presidente da Aidis, colocou a experiência dos profissionais de saneamento vinculados à Associação à disposição da
universalização dos serviços de saneamento. Ele lembrou que a expertise da Aidis é imensa e muito pode contribuir para diminuir os
problemas do setor.
Mirta Roses, presidente da OPS, apresentou números relativos à questões sanitárias na America Latina e Caribe e relacionou a aparição
e disseminação de muitas doenças à falta de saneamento e acesso à água potável. Mirta Roses lembrou que acesso à água limpa e a saneamento seguro é um direito humano reconhecido pela ONU.
Fonte: Velma Correa e redação FNE