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Cresce Brasil

Dados do IBGE mostram que a falta de saneamento é responsável por 72% da poluição e contaminação de rios e mananciais no Brasil. Apenas 44,5% da população brasileira mora em habitações conectadas a rede de esgotos. Este quadro se repete, muitas vezes em grau muito maior, nos demais países em desenvolvimento, onde falta o que existe de mais básico. Segundo a Organização das Nações Unidas, a falta de água e saneamento afeta mais de 2 bilhões de pessoas no mundo.

Pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas para o Instituto Trata Brasil, em 2009, mostrava que quase 70 mil crianças entre zero e cinco anos eram internadas por diarréias no Brasil e quase 220 mil trabalhadores tiveram que se afastar do trabalho por conta deste tipo de doença. A probabilidade de uma pessoa com acesso a rede de esgoto faltar a suas atividades normais por diarréia é 19,2% menor que uma pessoa que não tem acesso à rede. "É impossível falar de desenvolvimento sustentável enquanto perdurar esta situação de poluição generalizada; vexatória em todos os sentidos", afirma, em artigo, o presidente executivo do Trata Brasil, Édison Carlos.

Os avanços no Brasil ainda são lentos, mesmo cinco anos após o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Se os investimentos em saneamento continuarem no ritmo atual, apenas em 2122 todos os brasileiros teriam acesso a esse serviço básico. "No macro, nos cabe, portanto, apoiar eventos grandiosos como a Rio+20, pois são importantes.

Melhor com eles do que sem eles, mesmo sabendo que as grandes economias vêm a estes fóruns mais para defender seus interesses comerciais, do que para salvar o planeta. Todos sabem que somente salvaremos a natureza quando reduzirmos a desigualdade, a pobreza, a desinformação e a inércia, tanto do cidadão quanto das autoridades", conclui Édison Carlos.

(Fonte: monitormercantil.com.br e Senge-PI)

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