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O movimento grevista na Eletrosul manteve-se forte, ontem, dia 17, na sede, no sertão, e nas demais áreas da empresa. A surpresa foi a confirmação da viagem do presidente Mescolotto para a Europa. Agindo dessa forma, o presidente Mescolotto conseguirá, após 22 anos sem greve por tempo indeterminado, ficar marcado nos anais da Eletrosul, como um presidente ausente e omisso.

Pela manhã, os assessores da diretoria administrativa Laércio Faria e Nelso Muller, mais uma vez desceram para dialogar com os dirigentes sindicais. Esperava-se que trouxessem novidades sobre as negociações relativas ao ACT 2012/2013. Mas, infelizmente, não! Dessa feita foi para pedir que fosse retirado o boneco simbolizando a ausência do presidente da empresa nesse momento delicado pelo qual passamos. Por unanimidade dos presentes, em votação, o boneco permaneceu na entrada da empresa.

À tarde aconteceu uma segunda reunião na Secretaria Regional do Trabalho e Emprego, para resolver o impasse referente ao quadro mínimo de empregados necessário à manutenção dos serviços essenciais à população. Enquanto a empresa considera que todos os empregados convocados são essenciais, as entidades sindicais se comprometem em manter em pleno funcionamento as atividades nas áreas consideradas essenciais, de forma a não causar prejuízos à sociedade.

Ficou consignado pelos Sindicatos que não há, no âmbito nacional, nenhum sindicato, à exceção da Eletronuclear, em face de normas legais internas e internacionais de segurança, que tenha consentido em pactuar contingente mínimo de trabalhadores, até porque a Lei de Greve assim não dispõe. Quando está dito na Lei que deverá haver um acordo entre empresa e sindicatos, esse acordo não deve ser necessariamente escrito. O que existe, hoje, no âmbito do movimento é um acordo tácito onde os setores essenciais estão sendo mantidos plenamente operantes.

Ainda da reunião na SRTE-SC chegou-se a uma formulação pelos Sindicatos, na qual foi apresentada à empresa uma proposta no sentido de que o Diretor Ronaldo Custódio apresentasse aos Diretores de Operação das empresas do Grupo Eletrobrás a proposta de encaminhar à holding a posição pela reabertura das negociações em prol de uma solução para o impasse criado com a greve. A proposta dos Sindicatos foi simpática ao Diretor, que, ao que deu a entender, vai procurar operacionalizá-la em prol da solução do ACT 2012/2013, cujas negociações foram abruptamente interrompidas pela própria Diretoria da Eletrobrás.

Leia: "Trabalhadores da Eletrosul entram em greve"

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