Os trabalhadores do setor elétrico se reuniram, na manhã de segunda-feira, em uma assembleia na sede da Eletrobras onde decidiram pela manutenção da greve até que novas propostas da empresa sejam apresentadas. Os protestos também continuam, sendo um deles nesta terça-feira (24), na porta da Eletrobras, na Avenida Presidente Vargas, às 11h e uma passeata prevista para quinta-feira (25), saindo da Candelária e seguindo pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia.
Há mais de 20 anos os eletricitários não se mobilizavam de forma tão ampla, com uma paralisação nacional iniciada dia 16 de julho e sem tempo para acabar. A greve tem apoio da FNE, que tem chamado seus sindicatos a fortalecer o movimento do setor elétrico, nos protestos contra um acordo coletivo que não atendeu as reivindicações dos trabalhadores e na luta pelo Salário Mínimo Profissional (SMP), que não é pago desde janeiro de 2011.
O alcance da mobilização vem preocupando o governo que, na quinta-feira passada (19), retomou as negociações com a categoria mas ainda não conseguiu um acordo para o fim da greve. O assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Lopes Feijó, recebeu as entidades representativas do setor elétrico de vários estados da federação e se encarregou de encaminhar as demandas da categoria..
Ontem, (23), durante a tarde, os presidentes das empresas federais dosetor elétrico se reuniram com os ministros Edson Lobão (Minas e Energia) e Miriam Belchior (Planejamento). Após a reunião, o presidente da Eletrobras, José da Costa Neto, chamou a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) para discutir a greve na sede da empresa no Rio de Janeiro, à noite, mais uma vez sem acordo.
“Só aceitamos o fim da paralisação se a proposta for razoável”, defende o diretor do Sindicato dos Urbanitários no DF (Stiu), Boréu Alcântara. “A categoria não abre mão do reajuste de 10,73%, do abono salarial, mudança na data base, plano de saúde aos aposentados, revisão do plano de cargos e carreira e renovação das concessões no setor elétrico”, disse.
O ato dos trabalhadores do Setor Elétrico da base Rio de Janeiro (Cepel, Eletrobras, Eletronuclear e Furnas) em frente à sede da Eletrobras forçou a empresa a marcar nova reunião com os integrantes do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) para amanhã, dia 25 de julho, em local a ser confirmado (as opções são Brasília ou Rio).
Enquanto pressionam por uma nova proposta, as entidades sindicais secomprometem em manter em pleno funcionamento as atividades nas áreasconsideradas essenciais, de forma a não causar prejuízos à sociedade. O CNE buscou uniformizar os procedimentos na operação, solicitando que os sindicatos orientem os operadores/despachantes de todas as empresas do Setor Elétrico a realizarem troca de turno a cada 24 horas a partir de amanhã.
Veja o quadro de greve nacional:
http://furnasdiario.files.wordpress.com/2012/07/fnu20120723b.jpg
Boletim da FNU:
http://furnasdiario.files.wordpress.com/2012/07/fnu20120723a.jpg
FNE com Assessoria de imprensa do STIU-DF, Furnas Diário, FNU
Outras publicações sobre a greve:
Greve dos empregados da Eletrosul com 90% de adesão