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Quando voltar a sediar partidas de futebol, o Maracanã – que está em reforma para a Copa de 2014 – passará a ser um estádio sustentável. A grande novidade será a utilização de energia solar, através de uma parceria entre a Light, a EDF (Electricité de France) e o Governo do Estado.

A acordo entre as partes resultou no desenvolvimento de estudos para a instalação de painéis fotovoltaicos na cobertura do Maracanã, transformando energia solar em energia elétrica. A tecnologia permitirá que sejam gerados cerca de 400 KW em energia limpa, o que representa o consumo de 200 residências. Para isso, o investimento é de R$ 6 milhões e o capital será 100% privado.

– A Light assumirá o investimento para implantação e manutenção destas placas fotovoltaicas e, após a amortização do investimento que será feita por meio da venda da energia gerada, a usina será transferida para o Estado, que poderá optar por continuar vendendo esta energia ao mercado ou utilizá-la em imóveis estaduais – afirmou o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner.

Os benefícios do uso de energia solar no Maracanã devem ser expandidos para outras instalações do complexo. Após a implantação da usina no estádio, a ideia é avaliar a integração fotovoltaica no Maracanãzinho, estádio de atletismo Célio de Barros, Parque Aquático Júlio de Lamare e UERJ, dentre outras instalações, transformando a região num grande complexo solar.

– O projeto Maracanã Solar representa um compromisso ambiental e sustentável. Com as placas fotovoltaicas instaladas na cobertura do estádio será possível gerar energia e evitar que cerca de cinco mil toneladas de CO2 sejam lançadas na atmosfera – afirma a gerente da Light, Flávia Silveira.

Para o presidente da Empresa de Obras Públicas (Emop), Ícaro Moreno Júnior, com tantas inovações, o Maracanã deve se tornar referência para estádios de futebol de todo o mundo:

– No último fim de semana, estive visitando os estádios de Varsóvia, Kiev e Amsterdã para conhecer os equipamentos de alta tecnologia em funcionamento nessas arenas de futebol. Concluí que nosso estádio tem tudo para tornar-se o mais moderno do mundo. E nosso projeto Maracanã Solar é item importante dessa modernidade aliada à sustentabilidade – disse.

Maracanã sustentável

O projeto do novo Maracanã seguirá o sistema LEED (Leardership in Energy and Environmental Design) – certificado que significa liderança em energia e design ambiental –, do Green Building Council Brasil (GBC), concedido a empreendimentos que apresentam alto desempenho ambiental e energético.

O estádio terá dispositivos economizadores de água e um sistema de captação de água de chuva, o que diminuirá o uso de água potável em 50% para irrigação do gramado. A meta é reduzir o consumo de água em 30%. A chuva captada pela nova cobertura será utilizada também para o funcionamento dos banheiros, que terão torneiras inteligentes com fechamento automático e descargas ecológicas.

O Maracanã receberá ainda um moderno sistema de iluminação com lâmpadas de led em 23.500 luminárias de baixa manutenção e longa vida útil. Escadas e elevadores inteligentes, além de equipamentos econômicos de ar-condicionado e bombas mecânicas eficientes também estão na lista para a modernização do estádio.

Fernando de Noronha

Outro projeto relacionado com a implementação da produção de energia elétrica através da energia solar está sendo desenvolvido pela empresa Itaipu Binacional que apresentou projeto pioneiro no país para que a energia fornecida à Ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco, seja substituída por energias solar e eólica ainda este ano, 2012.

O presidente da Itaipu, Jorge Samek, informou durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que técnicos da empresa vêm trabalhando há vários anos em parceria com diversas empresas europeias, para desenvolver um sistema de baterias “altamente eficiente”, a partir do cloreto de sódio, que não causa danos ao meio ambiente. .

Essas baterias armazenarão energia solar e eólica ao longo do dia para prover a ilha, com seus cerca de 3,5 mil habitantes, de uma energia “mais pura e renovável, que substituirá os atuais geradores da usina que fornece energia para Fernando de Noronha a partir do óleo diesel.

- É um sistema que vem sendo utilizado cada vez mais e que dá mais autonomia aos carros elétricos. O processo consiste em armazenar, durante o dia, a energia solar e também a proveniente dos ventos – abundantes na região – em baterias que acumularão energia para suprir as necessidades da ilha também durante a noite.

Samek informou à Agência Brasil, que o projeto custará cerca de R$ 17 milhões e está sendo desenvolvido a pedido da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

- A Finep solicitou a nós de Itaipu um projeto que aproveitasse todo o sistema solar para abastecer de energia elétrica A Ilha de Fernando de Noronha. Durante o dia será feito o armazenamento energético proveniente do sol e dos ventos em baterias abastecidas com cloreto de sódio – explicou.

Segundo o engenheiro Celso Novaes, responsável pelo projeto, a ideia inicial é instalar uma planta piloto de 4,3 megawatts (MW), o dobro das necessidades atuais da ilha. “Com a implantação do projeto, vamos viabilizar que uma comunidade isolada, que não tem rede de distribuição, possa aproveitar melhor a energia vinda do sol e dos ventos”.

Segundo ele, a dificuldade inicial foi desenvolver um sistema que permitisse armazenar a energia produzida durante o dia para ser também utilizada à noite. “Basicamente, o conceito consiste em absorver as energias produzidas de forma aleatória (pelo sol e o vento) e sobre as quais você não tem controle, guardá-las em uma bateria especial, totalmente reciclável, e depois devolver essa energia na hora em que a demanda é maior – à noite”.

Novaes disse ainda que o sistema é baseado em nova tecnologia, testada em conjunto por empresas brasileiras e europeias. “É um estudo, uma inovação, que já está sendo discutida em fóruns por todo o mundo, inclusive em Roma e nos Estados Unidos, onde também são desenvolvidos projetos pilotos”.

Fonte: Correio do Brasil

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