No dia 27 de julho os empregados da sede e do Sertão da Eletrosul aprovaram a proposta final da Eletrobrás de 5,1% do INPC + 1,5% de aumento real + 4 blocos de VR, totalizando em R$ 2.500,00, dando por encerrada a greve que durou 12 dias. Segundo José Antônio Latrônico Filho, negociador oficial da FNE, realizamos um movimento ordeiro e pacífico, contra a intransigência da Eletrosul e Eletrobrás, fato que forçou a Eletrobrás a reabrir as negociações no dia 25/7, resultando nessa proposta financeira.
Segundo ele, para quem fechou as portas e estava irredutível no aumento real e apostava no nosso desgaste na greve, se deu mal, e só perdeu tempo, pois poderiam dar essa mesma proposta antes de iniciar a greve. Carlos Abraham, que participou desse movimento, afirma que a intransigência e a prepotência da Eletrobrás foram derrubadas pela força dos empregados, somado à união dos empregados e dos sindicatos (SINERGIA + INTERSINDICAL).
O fato inusitado nesse movimento foi a inesperada e repentina saída de férias para o exterior do presidente da Eletrosul, Eurides Mescoloto, no 1º dia da greve, 16 de julho. Isto gerou muita revolta dos empregados e, para simbolizar a lamentável provocação causada, foi colocado no hall de entrada da empresa um boneco representativo, simbolizando o desrespeito e a irresponsabilidade do presidente ausente, assim como também do presidente em exercício Vituri, que só tomou providências contra os empregados.
ATO DE REPÚDIO
Independente do final da greve, dia 27, os empregados deliberaram por promover um ATO DE PROTESTO à diretoria da Eletrosul pela sua postura durante a greve. A 1ª atitude que indignou os empregados foi o envio de telegrama convocando para o trabalho, uma clara intimidação de caráter pessoal. A 2ª foi o tratamento "policialesco" onde, além de colocar 30 vigilantes nos portões da empresa, entrou com recursos judiciais descabidos, inclusive pedindo intervenção policial.
Atitudes que se constituem num claro desrespeito à categoria. É necessário sensibilizar a atual diretoria para uma mudança imediata de postura. Falta transparência nos processos internos, em especial nos constantes aditivos de contratos com terceiros. Sobra atraso nas obras, o que ocasiona enormes prejuízos à empresa. Uma estatal deve ser gerida sob a ótica do interesse público, e devido à temerária e péssima gestão atual que coloca em risco o patrimônio público, os empregados exigem para o bem da sociedade que a direção mude sua postura e, se assim não o fizer, os empregados envidarão esforços no sentido de substituí-la.
Fonte: Senge-SC