O Censo 2010 do IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística) mostrou uma realidade negativa na área habitacional brasileira: o número de domicílios vagos é maior que a falta de moradia no País. Existem 6,07 milhões de domicílios vagos, incluindo os que estão em construção, contra uma demanda de 5,8 milhões. Ou seja, precisariam ser construídas cerca de 200 mil habitações para que todas as famílias brasileiras vivessem em locais considerados adequados. Para tratar dessa questão, foi realizado o seminário “Inclusão e melhoria de imóveis existentes no programa Minha Casa, Minha Vida”, no último sábado (18/08), na sede do SEESP.
O seminário, aberto ao público, recebeu representantes da Secretaria Nacional de Habitação, órgão ligado ao Ministério das Cidades, e das secretarias de habitação do Estado e da cidade de São Paulo. Estavam presentes, para discutir a assistência técnica e melhorias dos imóveis nos programas habitacionais técnicos da CEF (Caixa Econômica Federal), parlamentares de São Paulo e do Rio Grande do Sul e movimentos sociais ligados à moradia popular.
O censo do IBGE mostrou que São Paulo é o estado com o maior número de domicílios vagos. O número de moradias vazias chega a 1,112 milhão. Já de acordo com o Sinduscon-SP, são 1,127 milhão de famílias sem teto ou sem uma casa adequada. Portanto, na hipótese de que essas casas vagas fossem ocupadas por uma família, só 15 mil moradias precisariam ser construídas para solucionar o déficit habitacional do estado.
Para o vice-presidente do SEESP, Laerte Conceição Mathias de Oliveira, a luta é para que os imóveis vagos sejam incluídos no programa o quanto antes para viabilizar o acesso principalmente das famílias de baixa renda.
O seminário foi uma realização conjunta do SEESP, Creci-SP, Clube da Reforma, UNMP (União Nacional por Moradia Popular), CMP (Central de Movimentos Populares), MNLM (Movimento Nacional de Luta por Moradia) e Conam (Confederação Nacional das Associações de Moradores).
O “Minha Casa, Minha Vida” foi criado pelo governo federal em 2009. Até julho deste ano, foram construídos pouco mais de 1 milhão de moradias pelo programa governamental.
Raio X social
De acordo com o Sinduscon-SP, 77% das famílias sem teto ou que vivem em locais inadequados têm renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.530 atualmente). Já 62% das famílias que dividem uma mesma moradia e desejam mudar estão na mesma faixa de renda.
Fonte:Imprensa - SEESP
Com informações do Ministério das Cidades e Sinduscon-SP