A ideia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) é fomentar novos investimentos para reverter a queda no ritmo de crescimento da economia brasileira.Plano Brasil Maior já prevê R$ 15 bilhões para financiamento de projetos de tecnologia e inovação No texto assinado por Francine De Lorenzo, Cibelle Bouças e Tatiana Schnoor, intitulado "Projetos de tecnologia e inovação terão mais R$ 4,5 bilhões em 2013", publicado em 7 de novembro, o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, anunciou que, até o início de dezembro, será lançado um programa de descentralização de crédito que reforçará os incentivos a P&D.Disseminação pelo BrasilA Finep quer trabalhar com agentes estaduais e regionais, como no recém lançado programa Tecnova. De acordo com Arbix, a expectativa é de que, no prazo de um ano, já existam 15 agentes trabalhando com a agência. Durante o seminário "Inovação e Desenvolvimento Econômico", realizado na capital paulista no dia 6, o presidente da Finep declarou que a meta é "disseminar os instrumentos de inovação Brasil afora". Apesar de não especificar o montante para a iniciativa, Arbix revelou que "há grandes chances de que o valor desse programa seja superior a R$ 15 bilhões", informou a reportagem do Valor.Finep quer descentralizar sua atuação com a participação de agentes estaduais e regionais Metade dos R$ 15 bilhões estimados no Plano Brasil Maior já está alocada, de acordo com o ministro Marco Antonio Raupp (MCTI), destacou o Valor. Desse total, em 2011 foram liberados R$ 6 bilhões para tecnologia e inovação do MCTI e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A reportagem informa ainda que, além dos financiamentos, Raupp disse que a renúncia fiscal tem sido outro importante instrumento para estimular o setor. No seminário, Raupp afirmou que "está havendo uma convergência entre as políticas de desenvolvimento econômico e a estratégia de produção de conhecimento e inovação". Só em 2012, de acordo com o MCTI, as desonerações devem alcançar a marca de R$ 6 bilhões.Falta investimento privadoO diretor de Relações Institucionais da Whirlpool Latin America, Guilherme Lima, com base nos dados do ministério, lembrou no evento que, nos últimos cinco anos, a renúncia fiscal anual com a Lei do Bem ficou estável, em aproximadamente R$ 1,8 bilhão. De acordo com o Valor, Lima citou o instrumento como exemplo da necessidade de mais investimentos privados em P&D, já que os recursos estão disponíveis. "O setor privado precisa usar os instrumentos de incentivo fiscal de maneira mais efetiva", recomentou Lima, de acordo com o jornal.
Whirlpool Latin America alerta para a necessidade de uma maior participação do setor privado na inovação no Brasil Apesar do alerta para o setor empresarial, outro palestrante, Siegfried Kreutzfeld, diretor superintendente da Unidade WEG Motores, criticou as barreiras à inovação representadas pela lentidão na análise de pedidos de patentes no Brasil e pela escassez de recursos humanos qualificados. Segundo ele, "o custo para manter pesquisadores no Brasil também é muito alto em comparação com outros centros em países emergentes", ressaltou o jornal.
Fonte: Inovação Unicamp