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Construção de laboratório na Universidade Federal do ABC (UFABC) a partir de impressora 3D é fruto do movimento Maker, que vem crescendo no País, e é um retorno ao do it your self (faça você mesmo), mas com um ingrediente a mais que o universo digital traz: rapidez no compartilhamento de informações.

Para o engenheiro mecatrônico Diogo Dutra, professor do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), é possível combinar esse movimento vindo das comunidades digitais, que tem um olhar mais interativo e adaptativo aos processos, com as características do fazer tradicional.

Dutra, que é coordenador da disciplina Equipes de Inovação e Design, que estimula a criação de projetos inovadores durante os seis primeiros semestres da graduação em Engenharia de Inovação, do Isitec, primeiro curso de Engenharia no País com esse foco, lembra que a construção de projetos como o Wikilab, no campus da Federal do ABC, em São Bernardo (SP) vem de uma cultura colaborativa que gerou o movimento maker, desde o financiamento, construção, até o uso do espaço como laboratório de estudo sobre coletividade e processos de compartilhamento de informações.

“O movimento maker é uma proposta completamente disruptiva, aberta, permitindo um processo acelerado de aprendizagem e implementação tecnológica, de aperfeiçoamento das ideias a partir do compartilhamento de informações, em que um vai melhorando a ideia do outro”, explica o professor do Isitec.

“É algo que sai dos padrões da engenharia tradicional, pois apresenta uma abordagem de desenvolvimento de projetos mais focado na construção e no fazer do que no planejamento exaustivo. É uma forma mais ágil de criar e disponibilizar produtos o que tornam os makers mais adaptáveis a ambientes instáveis de negócio, portanto, mais habilitados para a inovação”.

Porém, ele lembra que “não é toda fase de projeto ou todo tipo de projeto que suporta um processo mais livre de desenvolvimento”. “Assim, tanto a engenharia quanto o movimento maker podem se complementar para lapidar a combinação do olhar inovador do artesão com o olhar competitivo da indústria para produzir algo com relevância e qualidade, que impacte positivamente na sociedade".

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Wikihouse
Trata-se de uma casa feita totalmente a partir de uma impressora 3D, cujas peças serão montadas em um mutirão formado por professores, estudantes e outros colaboradores que se interessarem em se juntar ao projeto. O espaço será o novo laboratório de tecnologias livres digitais para a comunidade acadêmica no Grande ABC.

Será a primeira casa fabricada e construída dessa forma, em São Paulo. No Brasil, será a segunda Wikihouse, como é chamada a iniciativa que disponibiliza gratuitamente os desenhos e detalhes online para sua fabricação. A primeira foi na cidade do Rio de Janeiro, a Casa Revista, construída no início de 2015, fruto do trabalho de conclusão de curso da então estudante de Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Clarice Rohde e pesquisadora do Laboratório de Modelos 3D e Fabricação Digital (LAMO3D) da mesma universidade.

Para concluir esse primeiro projeto, foi necessário imprimir 200 peças feitas de compensado de madeira usinadas, em cortadoras a laser e um equipamento chamado router CNC, conectados a um computador que envia os comandos para os cortes para a produção do material. Toda a montagem dispensa concreto, aço, vidro, tijolo, parafuso ou qualquer um desses elementos comuns da construção civil.

Ainda é possível colaborar com a vaquinha online para a construção do Wikilab no link: https://www.catarse.me/wikilab

Deborah Moreira - Comunicação Seesp

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