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Financiamento é crucial para a retomada do crescimento da renda, do emprego e da redução das desigualdades

A deficiência de investimentos em infraestrutura constitui um dos maiores gargalos ao crescimento econômico sustentado e ao aumento da produtividade no Brasil.

Imagem ilustrativaImagem ilustrativaOs pesquisadores Victor Medeiros e Rafael Saulo Marques Ribeiro, da Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da UFMG, afirmam isso em ensaio premiado em concurso promovido pelo jornal Valor Econômico e pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) com sede no Chile.

Victor Medeiros é graduado em Economia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e cursa mestrado no Cedeplar/UFMG. Professor da Face, Rafael Ribeiro é formado pela UFMG, tendo mestrado na Unicamp e doutorado pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

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Os autores afirmam que a existência de uma fonte de financiamento pública torna-se crucial para a retomada do crescimento da renda, do emprego e da redução das desigualdades sociais.

Tal fonte, argumentam, deve ser capaz de “atuar de maneira anticíclica, garantindo o financiamento de projetos de infraestrutura de importância estratégica para o país em momentos de recessão econômica e escassez de financiamento privado”.

Para eles, as carências em termos da oferta, qualidade e acessibilidade dos transportes, energia e telecomunicações advêm, dentre outros fatores, de longos anos de baixos investimentos nos setores envolvidos.

No ensaio, a dupla cita dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), segundo os quais, no ano de 2016, “com a crise, os investimentos em infraestrutura no Brasil chegaram à marca próxima de 1,7% do PIB, enquanto no ano de 2017 ficaram em torno de 1,5% do PIB, um dos menores níveis de investimento em infraestrutura da história do país”.

Ao lembrar que esse panorama de escassez nem sempre foi a realidade ao longo da história no Brasil, os autores comentam que o período 1930-1979 foi caracterizado por elevados níveis de investimentos em infraestrutura no país (5,42% do PIB), com extensiva participação do setor público.

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