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e560da33616cac368c76fabbab4b731d XLA Coppe/UFRJ apresentou projetos e inovações para o setor de óleo e gás e outras fontes de energia durante o UFRJ Innovation Day, promovido em parceria com a Shell Brasil, que mandou profissionais e gerentes que atuam no Brasil e no exterior. O evento teve também a participação do diretor da Coppe, professor Romildo Toledo, da vice-diretora da Coppe, professora Suzana Kahn, da diretora de Tecnologia e Inovação da Coppe, professora Angela Uller; do professor Alexandre Evsukoff. O professor Romildo Toledo destacou a contribuição da Coppe para que o Brasil pudesse superar os desafios da exploração da camada de pré-sal e torná-la tão produtiva, tendo em seu parque laboratorial, o maior da América Latina, instalações especialmente voltadas para o setor de óleo de gás: "Encontrar o parceiro certo, o talento certo, faz a diferença para inovar e ajudar a transformar o setor. Vislumbramos novos caminhos para a inovação no setor", disse.

Carolina Rio, da Shell Brasil, disse que o desenvolvimento tecnológico em parceria é importante para a inovação e que a UFRJ é uma das parceiras mais importantes da Shell no Brasil. De 2016 a 2020, a Shell Brasil já investiu cerca de R$ 360 milhões em infraestrutura e projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, da Coppe e de outras unidades da Universidade: "A UFRJ tem potencial para ser um dos pilares do ecossistema de inovação no Brasil, pela capacidade de criar redes, e excelência em educação, pesquisa, transferência de tecnologia, e empreendedorismo com suas incubadoras, startups e spin offs".

A diretora de Tecnologia e Inovação da Coppe, professora Angela Uller, apresentou projetos e iniciativas inovadores no setor de óleo e gás, e tecnologias em desenvolvimento na Coppe para novas fontes de energia, como geração eólica offshore, fotovoltaica, maremotriz e hidrogênio. Ela destacou ações em engenharia submarina e suas interfaces, o que incluiu tecnologias inovadoras de robótica e automação para exploração de petróleo no pré-sal (Doris e Luma) e para identificação e controle de vazamento de óleo (Ariel e Heads). Citou uma série de inovações em projetos de análise estrutural de dutos e risers, descomissionamento de estruturas de produção submarina, uso de bactérias e cianobactérias para despoluição e captura de CO², e simulação numérica e física de cimento em poços.

O professor Alexandre Evsukoff, falou sobre a transformação digital como elemento chave para inovação no setor de óleo e gás. Para ele, a análise do Boston Consulting Group (BCG) aponta que o uso de inteligência computacional pode levar ao aumento de 5% na produção de petróleo, com redução de até 40% nos custos de manutenção, de até 50% no tempo e no custo de interpretação de dados. Falou sobre a capacidade de computação de alto desempenho instalada na Coppe, que gerencia o supercomputador Lobo Carneiro, o segundo mais poderoso do país, com capacidade de processar 226 teraflops (226 trilhões de operações matemáticas por segundo) por segundo. Desde 2016, 95 projetos e 250 mil jobs foram realizados com o suporte da computação de alto desempenho da Coppe.

Foi apresentado um leque de iniciativas da Coppe para novas fontes de energia. Entre elas, citou o inventário e mapeamento de potencial eólico offshore; protótipo de parque eólico offshore; protótipo de usina de ondas no litoral fluminense com capacidade de 50 kW; dispositivo de dessalinização alimentado por energia solar, biocombustíveis, bioquerosene de aviação, biogás de rejeitos orgânicos; recuperação térmica e uso da energia recuperada para dessalinização de água do mar; "energia azul" por gradiente de salinidade; ônibus híbrido elétrico- hidrogênio; catamarã tríptico com propulsão elétrica e metano enriquecido com hidrogênio para reduzir emissão de carbono.

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