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O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) lançou o 1º Boletim Anual do OCTI: Panorama da Ciência Brasileira 2015-2020 em um webinar aberto ao público, na manhã desta terça-feira (1º). O documento foi produzido pela equipe do Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (OCTI) e apresenta os resultados dos estudos realizados em 2020, com a intenção de divulgar dados e informações que visam auxiliar a construção de uma visão de futuro para o Brasil.

Na abertura do evento, o diretor-presidente do CGEE, Marcio Miranda, destacou que o projeto é uma demanda do Conselho de Administração da organização, que percebeu a necessidade de um sistema de monitoramento e acompanhamento da CT&I brasileira. “Hoje temos imensa satisfação de compartilhar os achados do observatório em termos dos avanços que o nosso país tem feito nessa área tão importante para o desenvolvimento econômico e social”, afirmou.

boletimctiA líder do observatório, Adriana Badaró, afirmou que o OCTI tem como principal objetivo promover um olhar mais temático para entender como é feita a ciência no Brasil e no mundo e para onde está indo. “Ou seja, um olhar sobre temas estratégicos que possam subsidiar a construção de agendas e buscar o país que queremos e podemos. O segundo eixo de atuação traz um olhar complementar. Queremos não só entender o que a ciência faz, mas também que outras variáveis precisam ser consideradas para se fazer um desenho de política pública que atenda o desenvolvimento regional, local e nacional”, destacou.

A apresentação do assessor técnico do CGEE, Marcelo Paiva, foi sobre o estado da arte da ciência brasileira: principais resultados obtidos pelo OCTI. O sistema de monitoramento do observatório identificou que uma parte considerável dos estudos são nas áreas de saúde, educação, biodiversidade e agropecuária. O boletim também traz um levantamento a respeito da produção científica mundial sobre a Covid-19 e discute temas e desafios importantes no fomento à inovação, para os quais a equipe do OCTI pretende desenvolver metodologias de acompanhamento e análises sistemáticas no decorrer de 2021.

O evento reuniu personalidades da ciência brasileira: o diretor de Ciências da Natureza da Secretaria de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Savio Raeder; a vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Fernanda Sobral; a vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader; o professor do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Antônio Brasil; o professor do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mariano Macedo; e o docente do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Oswaldo Luiz;

Falando sobre “Como mapear a ciência brasileira: novos instrumentos para novos objetos de pesquisa”, o professor de sociologia da UFRJ, Antônio Brasil, destacou que a multiplicação de grandes bancos de dados relativos à produção científica, como o usado pelo OCTI em suas análises, faz parte de uma revolução informacional. “Essa revolução vem alterando as formas que a ciência e a sociedade se auto-observam”, afirmou. O OCTI realizou o mapeamento temático da pesquisa brasileira por meio da análise da produção indexada na Web of Science (WoS), uma reconhecida e consolidada base de artigos.

A vice-presidente da ABC, Helena Nader, afirmou que os dados que o OCTI traz são fundamentais para um planejamento de futuro. “É uma análise isenta com dados acessíveis que podem ser verificados por todos. São dados importantíssimos sobre a ciência brasileira, em todas as áreas do conhecimento, que vão auxiliar na estratégia nacional de ciência. O Brasil não coletava esses dados desde 2017”, ressaltou.

O evento de lançamento do 1º Boletim Anual do OCTI: Panorama da Ciência Brasileira 2015-2020 está disponível, na íntegra, no canal do YouTube do CGEE. Confira: is.gd/LqfAZF

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