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Entidade completa duas décadas de atuação que serão comemoradas em um grande e plural ato político-sindical, em São Paulo, no dia 27 de fevereiro. Em entrevista, o presidente Murilo Pinheiro celebra a trajetória e aponta os desafios futuros.

 

ConteudoEspecial 12022026 siteCNTU internaRita Casaro – Comunicação SEESP -  Criada em 2006, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários (CNTU) nasceu a partir da constatação da necessidade de representação qualificada para essas categorias. Reunindo atualmente engenheiros, farmacêuticos e odontologistas, a entidade celebra seus 20 anos de existência e projeta, a partir desse marco, o fortalecimento de sua base.


Quem sinaliza é o seu presidente, Murilo Pinheiro, ao fazer um balanço da trajetória em entrevista ao portal e ao canal do SEESP (confira no vídeo ao final). “Foi a confederação que mais eventos realizou nesse período. Discutimos questões fundamentais da saúde, da engenharia, da economia, pautamos reivindicações profissionais e promovemos debates que envolveram autoridades públicas”, ressalta.


Murilo também destaca o papel da entidade na interlocução com a sociedade. “A CNTU abriu um espaço amplo de discussão, participou do debate de problemas e propostas e esteve presente em todos os conselhos e instâncias onde foi possível atuar”, diz. Para o dirigente, a força decorre do conjunto das federações que a integram, o que garantiu uma confederação “ativa, presente e forte nas questões nacionais”.


Inserção no sindicalismo

Na sua avaliação, ainda, a CNTU tem papel fundamental no contexto do movimento sindical e muito a contribuir para o seu fortalecimento. “Fazemos parte da cadeia sindical, que começa no sindicato, passa pelas federações, chega às confederações e às centrais. Temos um papel importante na defesa do trabalhador, também a partir das atribuições legais que só cabem à confederação, por exemplo, junto ao Supremo Tribunal Federal”, explica.


Para Murilo, nesse contexto geral da luta dos trabalhadores, missão essencial da CNTU é o fortalecimento frente aos ataques sofridos nos últimos anos. “Desde 2017, o sindicalismo foi bombardeado. A reforma trabalhista e a forma como ela foi tratada pela imprensa e por setores empresariais enfraqueceram as entidades”, avalia.


Nesse cenário, ele aponta o custeio sindical como questão central. “A CNTU precisa discutir isso como pauta principal. Sem sindicato não há democracia”, alerta. “Há um erro quando se acredita que enfraquecer o sindicato fortalece a empresa. Isso já foi comprovado como um engano. Sem uma entidade representativa, a empresa também enfrenta dificuldades”, observa, lembrando o papel crucial de manter equilíbrio entre capital e trabalho como elemento de paz social.


Desafios para o futuro

Pensando nos próximos passos, Murilo aponta como prioridades para a confederação a defesa da democracia e do desenvolvimento, assim como a participação ativa no debate das políticas públicas. “Precisamos estar presentes em conselhos, comissões e espaços de decisão, promovendo seminários, palestras e debates”, afirma.


Segundo ele, o objetivo é contribuir para um país mais justo e democrático. “Queremos um Brasil com mais oportunidades, com o trabalhador comprometido com o crescimento e o desenvolvimento do País”, resume.


Murilo destaca ainda a necessidade de a CNTU oferecer respaldo técnico e político às federações e sindicatos, bem como participar do debate internacional. “Precisamos estar na Organização Internacional do Trabalho, discutir a questão no plano mundial e mostrar que é possível ter sindicatos democráticos e representativos”, defende.


Comemoração

Todo esse debate estará em pauta no ato político-sindical agendado para dia 27 de fevereiro, às 10 horas, no auditório do SEESP, em São Paulo. O evento, cujo mote são as bandeiras do fortalecimento, da democracia e do desenvolvimento, deve reunir centenas de participantes, entre profissionais de todo o País, lideranças e autoridades.   


“Tenho quase a convicção de que será o maior evento dos últimos anos realizado por uma confederação. Queremos mostrar como funciona a CNTU e como o trabalhador universitário, da classe média, pode ajudar o Brasil a pensar soberania, democracia e participação”, diz.


Murilo reforça ainda o caráter apartidário da confederação, com atuação política independente. “Sabemos que nossa participação é necessária para construir o Brasil que queremos”, ressalta.


E lança o convite: “Venham festejar conosco os 20 anos da CNTU. Queremos uma confederação democrática, ativa, participativa e comprometida com as nossas categorias e com o País.”


Agenda
CNTU 20 anos | Fortalecimento sindical, democracia e desenvolvimento

27 de fevereiro, 10 horas
Auditório do SEESP
Rua Genebra, 25 – Bela Vista – São Paulo – SP 

Confirmação de presença: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou (61) 3225-2288

Confira o vídeo da entrevista

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