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Nos dias 22 e 23 de abril, representantes do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) estiveram em Petrópolis (RJ) para a reunião que definiu os últimos ajustes para o início do projeto “Cenários para a Amazônia: Clima, Biodiversidade e Uso da Terra”, ou simplesmente Cenários, iniciativa resultante da parceria entre MPEG, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Laboratório Nacional de Computação Científico (LNCC).

O objetivo do “Cenários” é produzir dados qualitativos para geração de modelos que poderão prever os resultados de impactos ambientais no futuro.

A experiência de três grandes programas de pesquisa do para a Amazônia darão suporte para o intento do “Cenários”: o Projeto de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), a Rede Temática em Modelagem Ambiental da Amazônia (Geoma) e o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio); juntos eles devem ampliar o embasamento técnico-científico e o apoio à tomada de decisões em níveis estaduais e regionais; incrementar e aprimorar as ações de disseminação dos conhecimentos gerados e formar recursos humanos qualificados nas áreas de atuação dos programas.

Alexandre Aleixo, coordenador das ações do MPEG nos Cenários, explica que o nome do projeto não foi aleatório, mas com o objetivo de enfatizar a heterogeneidade da região amazônica.

“As taxas de desmatamento não estão distribuídas de forma homogênea na Amazônia, existem regiões mais desmatadas do que outras, como exemplo temos o 'arco do desmatamento’, faixa que vai de Rondônia até Belém, situada na fronteira entre o bioma Amazônia e bioma Cerrado, locais em que as rodovias começaram a ser construídas - onde existem rodovias os traços de desmatamento são mais fortes”, explica.

O projeto “Cenários” busca soluções para o problema da perda de biodiversidade, pesquisando fatores como desmatamento e mudanças climáticas.

“Se o quadro de desmatamento não modificar, pode acabar saindo de controle, então o objetivo do 'Cenários’ é fazer previsões para diferentes regiões da Amazônia nos próximos anos, investigando mais detalhadamente a interação entre o aquecimento global e o desmatamento e como estes dois fatores juntos influenciam a perda de biodiversidade”, ressalta Aleixo.

Ele também citou a existência de alguns modelos de distribuição de espécies para a região, mostrando que a interação relacionada entre esses fatores conduz a Amazônia para a destruição.

O projeto “Cenários” potencializa a produção de dados e informações sobre biodiversidade e clima para auxiliar a modelagem dos espaços amazônicos. A integração entre modelagem e pesquisas de campo é o carro chefe do plano de estudos do “Cenários”.

“Não é possível fazer um processo de modelagem ambiental, por mais elaborada que ele seja, se ela não estiver amparada por dados de qualidade, a modelagem faz uma síntese e relação entre resultados, então, se os dados são ruins, os resultados da modelagem não serão confiáveis”, esclarece Alexandre Aleixo.

No final de 2009 será realizado um seminário de avaliação dos resultados obtidos pelo “Cenários”. Em curto prazo, cerca de um ano, o objetivo é organizar a infinidade de dados sobre biodiversidade na Amazônia, organizando-os em planilhas e deixando-os preparados para serem utilizados, já os modelos só deverão ser finalizados a partir de 2010. Como o perfil do projeto é trabalhar qualitativamente, a maior parte dos resultados está previsto para médio ou longo prazo, para a garantia de resultados mais qualitativos e objetivos.

(Com informações da Assessoria de Comunicação do Museu Goeldi)

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