Em artigo publicado no dia 21 de julho neste O Estado de S. Paulo, o cientista político Alexandre Barros prega o fim da regulamentação de todas as profissões, alegando ser um absurdo pagar mais caro por serviços especializados de médicos, engenheiros, advogados ou farmacêuticos.
O texto, que defende simplesmente a irresponsabilidade como regra e despreza séculos de avanços e progressos científicos e tecnológicos da humanidade, peca duplamente.
Em primeiro lugar, pelo tom desrespeitoso adotado contra profissionais que abraçaram ofícios de extrema importância para a sociedade, que exigem não só formação sólida e sofisticada como uma permanente atualização e aprimoramento e de quem dependem em geral a segurança e mesmo a vida dos cidadãos. Para além disso, tropeça numa leviandade atroz.
Difícil acreditar que o articulista prefere morar em prédios cujos cálculos estruturais não foram feitos por engenheiros, tratar-se de doenças com curandeiros, dispensando médicos e cirurgiões, e lançar mão de poções milagrosas a utilizar medicamentos produzidos e administrados corretamente por farmacêuticos.
Murilo Celso de Campos Pinheiro Presidente da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados) e da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros)