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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) espera repetir em 2010 um desempenho positivo, mas com foco diferente do deste ano, afetado pela crise financeira internacional, assegurou hoje (29), no Rio de Janeiro, o presidente da instituição, Luciano Coutinho.

“Vamos dar foco principal ao investimento em infraestrutura, na indústria, na inovação tecnológica e no desenvolvimento regional”, disse Coutinho. A ideia, assinalou, é retomar o foco do banco no investimento, “deixando um pouco de lado essa atuação extraordinária de apoio a capital de giro e a operações de exportação, o que o mercado pode preencher”.

Coutinho admitiu que, em termos quantitativos, os desembolsos do BNDES deverão ficar abaixo dos R$ 137,3 bilhões registrados em 2009. A projeção preliminar para o próximo ano indica desembolsos de R$ 126 bilhões, “o que é muito bom”, comentou. A previsão considera o estoque de projetos aprovados pelo BNDES no montante de R$ 158 bilhões, o que representa incremento de 30% sobre 2008.

De acordo com Coutinho, esses R$ 126 bilhões “vão ser investimento na veia para infraestrutura nova, novos investimentos na área social, para ampliação da capacidade da nossa indústria e para apoio à exportação e à comercialização de máquinas e equipamentos em todo o Brasil. Então, é um ano qualitativamente diferente do outro”. Ele reiterou que as expectativas são de crescimento da economia em 2010, com a retomada da parceria com o mercado de capitais.

O presidente do BNDES ressaltou, porém, que o papel anticíclico do banco não foi concluído. “Ainda temos que consolidar a recuperação do investimento. E só quando o investimento estiver muito firme e forte, ao longo dos próximos meses, é que poderemos relaxar. Ainda temos que suar muito a camisa e trabalhar para consolidar a recuperação e a expansão dos investimentos produtivos, que é aquilo que o Brasil precisa para poder crescer com equilíbrio, com estabilidade, criando muita capacidade de oferta, junto com o crescimento da demanda, para não gerar pressões de inflação.”

Segundo Coutinho, os investimentos já começaram a dar sinais de recuperação, incentivados pelo Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), lançado em junho pelo governo federal, que reduziu os juros para o setor de bens de capital. A taxa de formação bruta de capital (investimento) correspondeu a 17,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2009.

“Neste quarto trimestre, vai aumentar para mais de 18%. Vamos estar caminhando rapidamente para 19%”, garantiu o presidente do BNDES. Sua expectativa é que a taxa de investimento fique próxima de 20% em 2010, retomando o patamar observado no terceiro trimestre de 2008, antes da crise internacional, que foi de 20,1%. No longo prazo, ele disse que a meta é elevar essa taxa para até 24% do PIB.

Refino, petroquímica, energia elétrica, gasodutos, rodovias e ferrovias, telecomunicações e setor automotivo são alguns segmentos que deverão concentrar boa parte dos desembolsos do BNDES em 2010, disse Luciano Coutinho

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