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Dar fim à absurda e fatal violência de gênero no Brasil precisa ser compromisso prioritário dos poderes públicos e de toda a sociedade. Assegurar à população feminina plena cidadania e oportunidades em todos os espaços, inclusive na engenharia, é também tarefa crucial a ser cumprida. 

MulheresImagem 1O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8/3), é uma data de luta pela vida, pela igualdade de direitos e pela construção de uma sociedade mais justa. Em um país marcado por profundas desigualdades como o Brasil, essa agenda permanece urgente e inadiável.

A violência de gênero segue sendo uma realidade dramática. Apenas em 2025, ano marcado por recorde nesse tipo de crime, foram registrados 1.518 feminicídios, o que significa que quatro mulheres foram assassinadas por dia simplesmente por serem mulheres. O problema não se limita aos casos extremos. Levantamentos apontam que milhões de brasileiras sofrem algum tipo de violência a cada ano, frequentemente dentro do ambiente doméstico. 

Diante desse quadro, a iniciativa do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que une os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e busca integrar políticas públicas, fortalecer a rede de proteção e ampliar a prevenção à violência contra as mulheres, é um passo importante que precisa ter efetividade.

Combater essa tragédia exige compromisso institucional, políticas eficazes e mobilização social permanente, com cada um assumindo a sua responsabilidade como ser humano e cidadão.

Porém, enfrentar a violência também significa atacar as raízes da desigualdade que historicamente limitam a autonomia feminina. Garantir acesso à educação, ao trabalho digno e à participação plena na vida econômica e social é parte essencial dessa agenda.

Nesse sentido, a luta pela ampliação das oportunidades para as mulheres nas profissões tecnológicas e científicas tem papel estratégico. A engenharia, área fundamental para o desenvolvimento nacional, ainda tem significativa desigualdade de gênero, com as mulheres representando apenas cerca de 20% do total de profissionais. 

Superar esse quadro não é apenas uma questão de justiça, mas também de inteligência coletiva: sociedades que valorizam a diversidade ampliam sua capacidade de inovação e de solução de problemas complexos.

Por isso mesmo, contribuir com o avanço nessa questão, envidando esforços para fortalecer e ampliar a participação feminina na profissão e a igualdade de oportunidades, é bandeira de luta fundamental da FNE e seus sindicatos filiados. 

A valorização das engenheiras, o combate a preconceitos e a construção de ambientes mais inclusivos, desde a educação fundamental, passando pela universidade, até o mercado de trabalho, são passos decisivos para ampliar horizontes para as novas gerações.

Nesta semana de celebração da luta das mulheres, reafirmamos nosso compromisso com duas tarefas inseparáveis: repudiar todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres e contribuir para a promoção de sua plena participação na vida profissional e social.

Sigamos nessa luta que significa construir um país melhor para todos.

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