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Em debate, Amazônia sustentável e agronegócio

O primeiro tema na tarde desta sexta-feira (25), foi o desenvolvimento sustentável da Amazônia tratado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB) e pelo deputado estadual do Amapá, Jorge Emanoel Amanajás Cardoso (PSDB).

Rebelo falou sobre a questão indígena na Amazônia, sobre as organizações estrangeiras que atuam na região e os desafios para que essa imensa riqueza nacional se desenvolva com preservação. Ele criticou a demarcação de terras indígenas na região, baseada em laudos antropológicos que nem sempre são confiáveis e muitas vezes estão sob pressão de organizações não-governamentais que insistem em tutelar os índios e apontar o Estado como ameaça à sua cultura. “O Brasil tem uma dívida com os índios. Primeiro integrou-os com a população nacional e agora quer estabelecer exatamente ao contrário. Defendemos que a demarcação de terra seja feita respeitando esses povos. Não podemos desalojá-los ou impedi-los de escolher o seu futuro. Os jovens índios já conhecem a cultura atual, querem estudar, evoluir e ninguém tem o direito de limitar isso.”

Outra questão abordada por Rebelo foi a difícil agenda que o Governo terá no sentido de administrar as terras, questão das populações indígenas e ao mesmo tempo não deixar que elas se percam aos interesses políticos. “É fundamental que o Brasil não deixe que a prática de fora interfira na maneira de agir aqui. Não devemos aceitar imposições dos países estrangeiros. Deve haver uma mobilização dos técnicos, engenheiros ambientais no sentido de fazer um diagnóstico para implantarmos um plano para d uma vez por todas desenvolver e simultaneamente preservar a região mais cobiçada do mundo.”

Outra sugestão de Rebelo, é a construção de vários centros de pesquisas que seriam administrados pelas universidades brasileiras para abrir a biodiversidade local com novas descobertas. “Não existe nenhum conflito entre que o Pais quer da Amazônia e o que a humanidade almeja. Precisamos somar essas expectativas.”

Ainda sobre o tema, Cardoso ressaltou o ponto de vista e as necessidades da população amazonense. Ele também criticou a falta de investimentos na região e a atuação das ONGs estrangeiras que escondem o verdadeiro interesse com o lema “proteção ambiental”. O deputado do Amapá acredita que o primeiro passo é o desenvolvimento da agricultura. “O problema não está na devastação e sim na falta de conhecimento para explorar a Amazônia e alavancar as suas potencialidades. Precisamos principalmente de recursos financeiros, mas também aprimorar o conhecimento.”

No final do discurso, Cardoso fez um apelo a Rebelo para que seja criado um fundo de desenvolvimento e proteção da Amazônia.

Agronegócio do Brasil é destaque no mundo

A expansão e a trajetória de sucesso do agronegócio nos últimos anos, foi tema da palestra de Ivan Wedekin, diretor de Commodities da BM&F Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Segundo ele, o agronegócio é responsável por 37% dos empregos, 26% do PIB (Produto Interno Bruto) e por 36% da exportação do Brasil.

Conforme explica, a diversificação das culturas plantadas fez o País despontar como um dos maiores exportadores de uma série de commodities agrícolas, entre elas soja, café, carnes e o complexo de fontes renováveis, como o etanol.

Wedekin acredita que o Brasil tem diversas vantagens competitivas como terras agricultáveis, grande disponibilidade de água, condições de clima favoráveis e domínio de tecnologia. “Poucos países têm espaço para crescer como o nosso, somos bastante competitivo e atraímos capital.”

No final da palestra, o diretor da Bovespa enumerou alguns pontos para fortalecer ainda mais o agronegócio brasileiro. “Precisamos de liderança de custo, diferenciação de produtos e serviços, tecnologia, infraestrutura, foco nos mercados, adensamento produtivo, gerenciamento do uso dos preços e um programa de gestão em rentabilidade”, concluiu.

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