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Cresce Brasil

Nos países que mais crescem no mundo, como China e Índia, a graduação na área tecnológica chega a 30% do total de estudantes. No Brasil, situa-se em menos de um quarto desse percentual. Os números foram apresentados pelo secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante sua preleção ontem à tarde (24), no VII Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros). Indicam, como atestou ele, a carência na formação de engenheiros para que induzam e contribuam ao desenvolvimento nacional. Na sua avaliação, diante do momento chamado pós-crise, a demanda por esses profissionais, em especial na administração pública, deve se acentuar, o que refletirá em necessária valorização da categoria por parte dos entes federados.

Comentando esse cenário de oportunidades ao País – e consequentemente aos engenheiros, agentes do desenvolvimento -, Alckmin expôs as ações tomadas pelo Governo do Estado para retomá-lo frente à crise financeira global. Conforme sua fala, a opção foi por aumentar os investimentos públicos em segmentos essenciais, como saneamento e transportes. Assim, estão sendo destinados neste ano R$ 20,6 bilhões a obras de infraestrutura. Além disso, de acordo com o secretário, têm sido assegurados estímulos a inversões privadas, com desoneração de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). “O foco é nos setores que mais empregam, num total de 119.” Para garantir o financiamento de atividades produtivas, sobretudo o crédito às micro e pequenas empresas, o Governo criou uma agência de fomento, a Nossa Caixa Desenvolvimento.

Entre o rol de projetos que Alckmin apresentou aos engenheiros na oportunidade, muitos dos quais realizados em parceria com a iniciativa privada, as obras nos portos de Santos e São Sebastião; do rodoanel sul, com conclusão prevista para março de 2010; na duplicação e melhorias em rodovias, como Tamoios; e nos aeroportos, como Viracopos, que “terá a segunda pista antes da Copa de 2014”. Ele apontou ainda projetos em modais de transporte, como dutovias e ferrovias, e em centros de pesquisa e desenvolvimento e parques tecnológicos.

Debate

Questionado sobre a elevada carga de impostos, o secretário foi enfático: “O País é injusto na arrecadação e na distribuição.” Nesse sentido, como ações políticas importantes a serem tomadas pelo Parlamento brasileiro, indicou a premência de a reforma tributária sair do papel.

Ainda no debate, os engenheiros expuseram a realidade nacional, de discrepâncias em relação ao pagamento aos engenheiros estatutários nas autarquias e órgãos públicos. Em alguns destinos, apontou a plateia, não passa de R$ 800,00 mensais. Frente a isso, solicitaram ao secretário que considere e apoie o pleito da categoria de respeito ao piso profissional, estipulado por lei em 8,5 salários mínimos para uma jornada diária de oito horas.

Acompanhe .cobertura completa do VII CONSE aqui

Autor: Beatriz Arruda

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