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Cresce Brasil

No encerramento do VII Conse (Congresso Nacional dos Engenheiros), no dia 26 de setembro, ocorreu o pleito – do qual participam os delegados dos 18 sindicatos filiados – para escolha da diretoria da FNE, a qual comandará a entidade no triênio 2010-2013. Com 133 votos, foi eleita a chapa 1, que tem à frente Murilo Celso de Campos Pinheiro, reconduzido, portanto, ao cargo (veja abaixo quadro com diretoria completa). Seu plano plurianual de trabalho foi aprovado por unanimidade durante plenária dos engenheiros ocorrida na data. Além da luta pelo respeito ao salário mínimo profissional nas administrações e órgãos públicos dos diversos estados brasileiros e pela valorização da categoria, o programa da entidade mostra também sua preocupação em contribuir ao desenvolvimento do País (veja íntegra).

Com esse objetivo, como resultado do VII Conse, será publicado um documento atualizando o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” – que propugna por uma plataforma nacional que dê conta do crescimento com sustentabilidade e inclusão social –, conforme deliberado pela plenária. Essa aprovou ainda carta que reúne as conclusões do evento – a qual contou com cerca de 800 pessoas por dia e discutiu temas importantes, como energia, transportes, comunicações, saneamento e teve a presença inclusive de autoridades e personalidades ilustres (confira neste site).

No encerramento, foram também aprovadas diversas moções, como as relativas à criação de um fórum permanente de discussões neste site e ao engajamento dos diversos sindicatos de engenheiros no processo de conferência da comunicação, que culminará respectivamente com a etapa nacional entre 1º e 3 de dezembro próximo, em Brasília. Também se aprovou a participação nas conferências das cidades, cujo evento conclusivo está programado para 24 a 28 de maio do próximo ano. E o repúdio a projeto de lei que pretende retirar atribuições dos agrônomos e limitar o exercício de sua profissão, entre várias outras.

Perspectivas

O trabalho dos engenheiros para que suas propostas em prol da categoria e do País sejam implementadas se dará em um momento de transição do sindicalismo. Essa foi a análise feita pelo cientista político e sindical João Guilherme Vargas Netto, em sua fala à mesa que discutiu o tema “FNE, atuação e perspectivas do movimento sindical”, também no dia 26. A primeira transição que apontou é de recolocar o Estado como centro da preocupação e, como isso, promover iniciativas que recuperem seu papel nas políticas públicas. “Esse é o eixo do Cresce Brasil, originado a partir dessa concepção e que tem forte impacto nessa nova etapa de desenvolvimento da nossa sociedade.”

A segunda é o reconhecimento das centrais sindicais e unidade de ação, o que lhes assegura protagonismo grande e forte participação e influência nas decisões governamentais. Para Vargas Netto, outro exemplo de transição do movimento dos trabalhadores é a criação da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados). A nova entidade, afirmou, “é a grande janela sindical para reconstruir a malha de representação dos profissionais de classe média. E o papel da FNE nessa constituição foi estratégico.”

Para o especialista, o fim do paradigma de centralização da campanha salarial por setor em uma única região, configura-se como a última transição. O exemplo é das montadoras de São Bernardo do Campo, cujas negociações antes determinavam os rumos das demais no segmento em todo o Brasil, o que foi deixado de lado neste ano, por ação da base. Como consequência, ficou provado que o trabalhador precisa se mobilizar para obter conquistas. Ficou também demonstrada a necessidade de contrato coletivo de trabalho e de coordenação nas iniciativas em cada setor, para que o conjunto dos trabalhadores tenha ganhos.

Vargas Netto trouxe ainda ao Conse a novidade de criação estratégica de um fundo de greve, ao qual foram aportados R$ 1 milhão, e que deve fortalecer as ações do movimento sindical, já que reduz a insegurança ao trabalhador quando se fizerem necessárias paralisações. O cientista concluiu: “Não basta ser defensivo, é preciso prospectar o futuro. A transição que o movimento vem atravessando pode se completar e o movimento pode sair vitorioso, garantindo ao País continuidade positiva, sem a volta da financeirização, privatização e desmonte do Estado. O VII Conse se insere nesse quadro e dá impulso.”

Representando a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Altamiro Borges lembrou que o “Cresce Brasil”, aprovado pela plenária do congresso, tem essa visão de futuro. E apontou perspectivas otimistas ao movimento sindical brasileiro, não obstante tenha levado um susto com a crise financeira global. Esta, contudo, abriu “uma janela de oportunidades” e as organizações dos trabalhadores tiveram papel decisivo para configurar esse novo cenário que se vislumbra. “Conseguimos o acordo de valorização do salário mínimo, não só com recomposição, mas vinculado ao PIB, com isso contribuímos para reforçar o mercado interno, o que possibilitou sairmos melhor da crise”, destacou. Além disso, como constatou Borges, o sindicalismo não deixou de discutir desenvolvimento. Agora, na sua ótica, se a economia crescer os 4% esperados, a situação dos trabalhadores será mais vantajosa.

No cenário desenhado, coloca-se a possibilidade de aprovação ainda neste governo de bandeiras históricas como a redução da jornada para 40h semanais sem diminuição de salário. Face a essa perspectiva, para o representante da CTB, é o momento de avançar na luta e fortalecer a unidade de ação.

Aproximação

Entre os palestrantes, José Roberto de Melo, superintendente da DRT-SP (Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo), representando o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, colocou a seccional paulista à disposição do Seesp e prometeu fazer gestões junto aos demais superintendentes estaduais para maior aproximação com os Senges. Já José Tadeu da Silva, presidente do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo), destacou o apoio ao projeto “Cresce Brasil” e sua importância. E Washington dos Santos, o Maradona, do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e UGT (União Geral dos Trabalhadores), ratificou a importância de o conjunto do movimento sindical articular suas lutas unitariamente e enfatizou a parceria com o Seesp para a obtenção de maiores conquistas no setor elétrico no Estado. “Se tivermos a engenharia unida, conseguiremos fazer deste um país cada vez mais justo”, concluiu Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da FNE, ressaltando o congresso vitorioso realizado.

A nova Diretoria da FNE

Presidente

Murilo Celso de Campos Pinheiro

Vice-Presidente

Maria de Fátima Ribeiro Có

Diretor financeiro

Carlos Bastos Abraham

Diretor financeiro adjunto

Luiz Benedito de Lima Neto

Diretor administrativo

Antônio Florentino de Souza Filho

Diretor adm. adjunto

Manuel José Menezes Vieira

Diretor de Relações Internas

Augusto César de Freitas Barros

Diretora de Relações Institucionais

Maria Odinéa de Melo Ribeiro

Diretor operacional

Flávio José A. de Oliveira Brízida

DIRETORES REGIONAIS

Região

Nome

Norte

Sebastião Aguiar Fonseca Dias

Nordeste

José Ailton Ferreira Pacheco

Centro-Oeste

Cláudio Henrique Bezerra Azevedo

Sudeste

Clarice Maria de Aquino Soraggi

Sul

José Luiz Bortoli Azambuja

CONSELHEIROS FISCAIS EFETIVOS

Thereza Neumann Santos de Freitas

José Carlos Rauen

Arthur Chinzarian

CONSELHEIROS FISCAIS SUPLENTES

João Alberto Rodrigues Aragão

Lincolin Silva Américo

REPRESENTANTES NA CONFEDERAÇÃO

José Luiz Lins dos Santos (titular)

Wissler Botelho Barroso (suplente)

Confira a cobertura completa do VII Conse aqui.

Autor: Beatriz Arruda

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