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Cresce Brasil

Profissionais aprovam, por aclamação, Carta de Barra Bonita, no dia 26 de novembro. Foto: Beatriz Arruda.Profissionais aprovam, por aclamação, Carta de Barra Bonita, no dia 26 de novembro. Foto: Beatriz Arruda.

“Conseguimos unir os profissionais. Temos que ser protagonistas da discussão do crescimento e do desenvolvimento, apresentar propostas. É o que o povo espera de nós.” Com a percepção de missão cumprida, Murilo Pinheiro, presidente da FNE, abriu a plenária que encerrou o encontro “Engenharia Unida – mobilização pela retomada do crescimento e valorização dos profissionais”, em Barra Bonita (SP), no último sábado (26). “Um momento histórico em que a engenharia chama para si a reponsabilidade.” Assim o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), José Roberto Cardoso, classificou a atividade. No ensejo, foi aprovada por aclamação a Carta de Barra Bonita, como resultado dos debates travados ao longo do evento, iniciado no dia 24. Lido por José Carlos Rauen, diretor da federação e do Senge-SC, o documento traz diagnóstico e contribuições da categoria ao enfrentamento da grave crise por que passa o País. E conclui: “A ‘Engenharia Unida’, através desta Carta, propõe-se a unir-se a todos os brasileiros na construção do Brasil necessário e possível, pujante, includente e verdadeiramente democrático.”

Cobertura completa
Carta de Barra Bonita
Preservar direitos e valorizar o trabalho
Privilegiar o setor produtivo, não o rentismo

Unidos em defesa de um Brasil democrático, desenvolvido e soberano
Um pacto nacional pela retomada do crescimento
Galeria de fotos do evento

Consultor do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, iniciativa da FNE lançada em 2006 e atualizada desde então, Artur Araújo explicitou a reflexão acerca do conteúdo expresso no texto: “Não é um apanhado do evento ou uma lista de reivindicações, mas traz ideias chave que possam produzir o impacto desejado. Entre elas, duas fundamentais: que tipo de modelo não queremos (que privilegie o rentismo, calcado em bens primários, com baixo valor agregado e de conhecimento) e o que queremos (mais investimento, ciência, tecnologia e inovação, ou seja, mais engenharia). O centro é a busca contínua de produtividade. E que tem que haver a valorização dos profissionais.” Ele continuou: “Nenhum segmento isolado entre os engenheiros tem força suficiente para tarefa desse tamanho. Sem conjunção de esforços, dificilmente se conseguirá propor claramente e convencer. A Carta de Barra Bonita é o primeiro manifesto da ‘Engenharia Unida’. Um chamado à unidade, em um terreno comum que necessariamente teremos que desbravar.” 

Muitas vozes, um objetivo
Saudando os “excelentes resultados” do evento, Paulo Estevão Cruvinel, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), destacou: “Temos que olhar o local e entender o País num cenário de globalização. As oportunidades caminham junto com as crises. Cabe a nós sabermos extrair o mel, o néctar adequado para o progresso almejado. A Carta traduz a visão política desse processo, rumo ao Brasil que queremos, com mais empregabilidade e inclusão social.”

Endossando seu conteúdo e proposta, o presidente da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab), Angelo Petto Neto, ressaltou a rica agricultura brasileira e destacou a defesa da melhoria da qualidade do ensino, “desde o básico até o universitário, para a formação de profissionais com capacitação técnica”. Nessa direção, à frente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Roraima, Marcos Camoeiras manifestou a preocupação em se ampliar o número de profissionais com formação na área tecnológica, hoje ainda muito reduzido. Já Flavio Correia, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF), salientou a importância de se defender e valorizar o projeto de engenharia, bem como lutar pela aprovação do projeto de lei que institui carreira de Estado para a categoria. Para Carminda Luzia Silva Pinheiro, presidente do (Crea-AC), o ponto de partida é a Carta de Barra Bonita, que traz uma “agenda positiva para se colocar em prática esses parâmetros”. Diretora da FNE, Thereza Neumann saudou “movimento de tamanha importância para o alinhamento dos anseios e sonhos dos que optaram por essa profissão. Sinto-me contemplada e estou emocionada”. Também compuseram a mesa da plenária Carlos Monte, coordenador do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”; Jean Saliba e Berilo Macedo da Silva, respectivamente presidentes dos sindicatos dos Engenheiros de Mato Grosso do Sul e do Maranhão; além dos conselheiros federais eleitos Inarê Poeta (Rondônia), Ronald do Monte Santos (Piauí) e Evandro Martins (Santa Catarina).

 

Soraya Misleh
Comunicação Seesp

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